ED FERREIRA/ESTADÃO
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Governo vai defender contrapartidas para apoiar renegociação de dívida de clubes, diz ministro

Dilma Rousseff vetou artigo na Medida Provisória 656 que abria parcelamento de débitos sem que clubes fossem obrigados a cumprir medidas de responsabilidade financeira e de gestão

Ricardo Della Coletta, Tânia Monteiro, O Estado de S. Paulo

20 de janeiro de 2015 | 16h34


O ministro da Secretaria das Relações Institucionais, Pepe Vargas (PT), afirmou que o governo defende contrapartidas de governança e que tratem da responsabilidade de dirigentes esportivos para dar aval à renegociação de dívidas de clubes de futebol com a União. Nesta terça-feira, a presidente Dilma Rousseff vetou um artigo - patrocinado pela bancada da bola - na Medida Provisória 656 que abria parcelamento de débitos sem nenhuma contrapartida que obrigasse os clubes a cumprir medidas de responsabilidade financeira e de gestão, como o pagamento de multas em caso de atraso dos salários dos jogadores.

"A ideia é estabelecer essas responsabilidades dos clubes e dos dirigentes", afirmou Vargas nesta terça-feira, durante café da manhã com jornalistas setoristas do Palácio do Planalto.

Um projeto de reestruturação das dívidas dos times de futebol que tenha como base contrapartidas de gestão, entre elas o limite para a reeleição dos dirigentes esportivos e regras para o endividamento, é apoiado pelo Bom Senso F. C., que realizou reuniões com Dilma no ano passado sobre o tema.

Segundo Pepe Vargas, a presidente Dilma determinou que fosse montada uma comissão interministerial para discutir uma nova proposta. Ele destacou que o tema não é simples e que há polêmica entre os que vivem o dia a dia do futebol. Além do mais, o ministro disse que é preciso analisar quais exigências podem ser feitas, uma vez que se trata da regulação de atividades de entidades privadas.

 

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