Tiago Queiroz/Estadão
Tiago Queiroz/Estadão

Grupo Camargo Corrêa muda comando de sua empreiteira

Décio Amaral, no grupo desde 2011, deixará a presidência da empresa para integrar o comitê de estratégia; em seu lugar, assumirá Januário Dolores, atual diretor de operações

Renata Agostini, O Estado de S.Paulo

20 de julho de 2018 | 15h18

O grupo Camargo Corrêa, um dos conglomerados atingidos pela Lava Jato, mudará o comando de seu principal braço na construção, responsável por tocar novas obras conquistadas após o escândalo de corrupção. 

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Décio Amaral, no grupo desde 2011, deixará a presidência da Camargo Corrêa Infra e passará a integrar o comitê de estratégia da companhia. No seu lugar, assumirá Januário Dolores, atual diretor de operações, que está empresa desde julho do ano passado.

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Primeira das grandes empreiteiras a fechar acordo com as autoridades e confessar crimes cometidos, como pagamento de propina por obras, a Camargo vem tentando mudar sua imagem no mercado. No mês passado, a holding abandonou o nome Camargo Corrêa e passou a se denominar Mover.

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A Camargo Corrêa Infra foi criada no ano passado como parte dessa estratégia de reposicionamento.  A ela cabe a conquista de novas obras no mercado. Hoje a empresa tem R$ 2,9 bilhões em obras em sua carteira, uma fração frente o que a Camargo tinha antes da Lava Jato. A empresa acredita, porém, que com a nova empresa possa vencer contratos de até R$ 10 bilhões nos próximos dois anos.

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As obras antigas ficaram com a Construções e Comércio Camargo Corrêa , ou 4 C, que segue sob o comando de Carlos Ogeda.

 

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