JBS Foods atualiza prospecto preliminar para IPO

Credit Suisse passa a integrar o grupo de bancos que participa da oferta; já Morgan Stanley não está mais entre listados

Fernanda Guimarães, Agência Estado

21 de outubro de 2014 | 18h41

A JBS Foods, unidade de aves, suínos e produtos industrializados da JBS, atualizou o seu prospecto preliminar de sua oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês). No novo documento, protocolado na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o Credit Suisse passa a integrar o grupo de bancos que participa da oferta. Já o Morgan Stanley não está mais entre os bancos listados. Além do Credit coordenam a oferta o Itaú BBA (líder), o BB Investimentos, Bank of America Merrill Lynch, Bradesco BBI, BTG Pactual, HSBC Bank Brasil, JPMorgan e Santander Brasil.

Segundo fontes com conhecimento no assunto, a oferta da JBS Foods ficará entre R$ 3 bilhões e R$ 5 bilhões. A companhia fez o primeiro protocolo na CVM para a realização da oferta em junho deste ano e adiou a oferta em duas ocasiões. Uma das razões para o atraso foi a falta de tempo para todos os esclarecimentos que foram pedidos pela autarquia e pela BM&FBovespa, que queriam maior transparência das transações de partes relacionadas. Sem tempo hábil, a companhia fez novo pedido de registro de companhia aberta à CVM e segundo fontes aguarda estar pronta para o IPO em dezembro, quando poderão ser utilizados os dados do terceiro trimestre do ano, caso a janela se abra para emissões de ações.

No prospecto recém protocolado na CVM, a JBS Foods, informa que a JBS é controlada pela FB Participações, que é controlada, por sua vez, pela J&F Investimentos S.A. e indiretamente pelo Bertin Fundo de Investimento em Participações, assim como pelo membros da família Batista.

A companhia atualizou, ainda seu demonstrativo financeiro, agora contemplando os dados até o fim de setembro. O Ebitda da JBS Foods de janeiro a setembro foi de 1,396 bilhão, crescimento de 37,4% em relação ao observado em igual período do ano anterior. A receita operacional líquida, por sua vez, foi de R$ 9,241 bilhões, aumento de 43% na mesma base de comparação.

Entre os fatores de risco, a JBS Foods destaca o endividamento bruto consolidado, que ao fim de setembro era de R$ 3,072 bilhões. Dessa forma, a companhia informa que o aumento do endividamento pode dificultar o cumprimento das obrigações financeiras e limitar a capacidade da empresa de obter financiamentos adicionais, afetando, assim a sua capacidade de realizar investimentos necessários, o que pode prejudicar seu desempenho operacional.

Os recursos obtidos na oferta serão utilizados para a realização de investimentos em infraestrutura e para o pagamento de dívidas. A oferta da JBS Foods será primária, ou seja, o capital levantado irá para o caixa da companhia.

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