Mediação de disputas empresariais ganha espaço

Método evita os trâmites de um processo judicial e pode ser realizado virtualmente, poupando gastos e tempo das partes

O Estado de S.Paulo

28 Junho 2016 | 05h00

Um levantamento do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) apontou que há mais de 100 milhões de litígios em andamento nos tribunais de todo o País. Em meio a esse cenário, a morosidade da Justiça não chega a ser uma novidade. Além de evitar todos os trâmites de uma demanda judicial, a mediação ganha espaço graças à possibilidade de ser realizada virtualmente e em poucos minutos, poupando tempo das as partes envolvidas. “Já existem opções eletrônicas que, por meio de algoritmos, interpretam os dados disponibilizados pela web para oferecer soluções práticas”, explica o advogado Marcelo Valenzuela, sócio fundador da Kohn Consulting Brasil e idealizador da plataforma eConciliador de Solução de Litígios, que permite que acordos sejam firmados no ambiente online. 

Outro ponto sensível para o mercado é a redução dos custos. Mendonça Lopes, sócio do escritório Leite, Tosto e Barros Advogados e presidente da Comissão de Mediação e Arbitragem da OAB-SP, diz que o prazo da resolução da questão por um procedimento arbitral pode ser de até 23 meses em alguns casos.“De regra, o julgamento de questões complexas, no Poder Judiciário, envolve prazos muito maiores. A batalha pela redução dos custos da arbitragem está posta e soluções têm sido estudadas”, ressalta. 

Roberto Pasqualin, sócio sênior de PLKC Advogados e presidente do Conselho Nacional das Instituições de Mediação e Arbitragem, alerta para a necessidade de aperfeiçoamento nas mediações. Para ele, a falta de treinamento abre espaço para profissionais “despreparados, aventureiros e gananciosos”.

 

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