Fabio Motta/Estadão
Fabio Motta/Estadão

Minoritários querem voz no conselho da Vale

Grupo vai tentar emplacar um representante no conselho de administração da mineradora

Mariana Durão, O Estado de S.Paulo

31 Março 2016 | 22h14

RIO - Um grupo de acionistas minoritários da Vale vai tentar emplacar um representante no conselho de administração da mineradora na assembleia geral de acionistas do próximo dia 25 de abril. O candidato será o advogado Marcelo Gasparino, atual presidente do conselho de administração da Usiminas. A indicação partiu do L.Par, fundo do empresário Lírio Parisotto gerido pela corretora Geração Futuro – que também indicou Gasparino para a siderúrgica – e a VIC Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários.

O Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, apurou que os acionistas querem ocupar a vaga de Alberto Guth, que permanecia em aberto até junho do ano passado, quando a Vale nomeou o sócio-fundador da Angra Partners. Além dele, são membros do conselho o presidente da Previ, Gueitiro Matsuo Genso, o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, Fernando Jorge Buso Gomes, Yoshitomo Nishimitsu, Tarcísio José Massote Godoy, Marcel Juviniano Barros, Hiroyuki Kato, Sergio Alexandre Figueiredo Clemente e Lucio Azevedo, que representa os empregados. Hoje a companhia não tem representantes dos minoritários no colegiado.

O indicado dos minoritários da Vale também é membro do conselho de administração da Eternit e da Bradespar. O braço de investimentos do Bradesco faz parte da Valepar, controladora da Vale. Nessa temporada de assembleias, Gasparino também é indicado para a vaga dos acionistas preferencialistas da Eletropaulo.

Gasparino já foi também conselheiro de administração de Eletrobrás, Tecnisa e Celesc, além de conselheiro fiscal de Bradespar, Eletrobras, AES Tietê, AES Eletropaulo e da estatal fechada SCGás.

Regra. Pela Lei das S.A., para emplacar uma vaga os acionistas minoritários detentores de ações ordinárias devem reunir pelo menos 15% do total das ações ON. Já os preferencialistas devem atingir um porcentual que represente 10% do capital social.

Se nem os titulares de ações com direito a voto, nem os de ações sem direito a voto atingirem o quórum exigido, poderão agregar suas ações para elegerem em conjunto um membro suplente e para o conselho de administração. A expectativa é que haja a adesão de investidores estrangeiros da Vale no processo. 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.