Daniel Teixeira/Estadão
Daniel Teixeira/Estadão

Negociação de BDR no varejo ainda depende da CVM aprovar regulamento da B3, afirma diretor

Bolsa acredita que essas mudanças no regulamento e nas questões operacionais fiquem prontas entre setembro e outubro

Ernani Fagundes, O Estado de S.Paulo

11 de agosto de 2020 | 17h27

A negociação de Brazilian Depositary Receipts (BDRs, ou recibos de ações de empresas estrangeiras listadas no Brasil) para o varejo ainda terá que esperar mais um pouco de tempo. Embora permitida pela resolução n° 3 da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que passa a vigorar a partir de setembro, questões operacionais e tecnológicas terão que ser trabalhadas nos próximos meses.

"Entra em vigor a partir de 1º de setembro, mas as mudanças nos regulamentos da B3 terão que ser aprovadas pela CVM. E também depende de todo esse rito com o regulador e de discussões entre a B3 e as corretoras para atendermos todas as regras da resolução publicada hoje", afirma Felipe Paiva, diretor de relacionamento com clientes da B3, em coletiva de imprensa.

A B3 acredita que essas mudanças no regulamento e nas questões operacionais fiquem prontas em meados de setembro e até o início do outubro. "As corretoras vão ter que adaptar seus sistemas para passar a aceitar ordens de varejo", diz Mario Palhares, diretor de produtos listados da B3.

Sem revelar expectativas de crescimento nesse segmento, Palhares conta que o segmento de BDRs já reúne cerca de 10 mil investidores (qualificados) e possui um giro financeiro de cerca de R$ 100 milhões por dia. "Já temos bastante liquidez nesse mercado", afirma.

Palhares lembrou que a B3 já possui mais de 500 BDRs não-patrocinados listados no Brasil. "Atualmente são três bancos emissores, Bradesco, Itaú e Banco B3, que solicitam o registro das BDRs e são os responsáveis pelos ativos", respondeu o diretor ao ser questionado sobre o potencial de listagem de mais BDRs no mercado brasileiro.

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