Novos fundos de investimento aderem à ação contra Petrobrás nos EUA

Representante do escritório norte-americano Wolf Popper, autor da ação, se reuniu com fundos de investimento e de pensão e com gestores de recursos que possuem recibos de ações da estatal negociados na Bolsa de Nova York

Fernanda Nunes, Agência Estado

11 Dezembro 2014 | 18h43

Nova rodada de acionistas minoritários da Petrobras aderiram nesta quinta-feira à ação movida no Tribunal Federal de Nova York contra a estatal por prejuízos causados pelo suposto esquema de corrupção investigado pela Polícia Federal na Operação Lava Jato. O advogado André Almeida, representante do escritório norte-americano Wolf Popper LLP, autor da ação, se reuniu nesta quinta-feira com fundos de investimento e de pensão e com gestores de recursos que possuem recibos de ações da empresa negociados na Bolsa de Nova York que buscam o ressarcimento por perdas.

Ele acredita que a Justiça dos Estados Unidos será rigorosa na avaliação do caso, que, em sua opinião, resultará em uma indenização aos acionistas bilionária. "Os prejuízos foram bilionários e devem gerar indenizações bilionárias. Além do que, nos Estados Unidos, há o conceito de danos punitivos. Se condenada, a empresa deve pagar valores que punam por ato de má gestão, proporcionais ao seu tamanho", afirmou Almeida.

Ele acredita que, ao contrário do que propõe o Ministério Público no Brasil, nos Estados Unidos, a Petrobras jamais será considerada vítima por atos de corrupção de ex-funcionários. "Nos Estados Unidos, a companhia não tem o direito de errar. Não pode deixar de observar regras de governança corporativa. Esse argumento não é aceitável", disse.

Embora não tenha se pronunciado formalmente na ação movida pelo Wolf Popper LLP, a Petrobras, reiteradamente, vem afirmando ser vítima dos desvios de recursos que afetaram o seu resultado financeiro.

O pagamento dos valores que serão ressarcidos deverá sair do caixa da petroleira, disse Almeida. Ele disse não ter estipulado um valor de ressarcimento e também que, embora a expectativa seja de pagamentos bilionários, devido ao tamanho da companhia, espera que as penalidades não cheguem a inviabilizar a companhia. "A Petrobras é um orgulho nacional. Espero que pague as indenizações e que seja outra empresa a partir daqui", afirmou.

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