Oi entrará no Novo Mercado independente de sócio, diz Otávio Azevedo

Oi entrará no Novo Mercado independente de sócio, diz Otávio Azevedo

Segundo presidente do Andrade Gutierrez, um dos maiores acionistas da Oi, operadora irá aderir ao mais alto nível de governança da Bolsa

Circe Bonatelli, O Estado de S. Paulo

16 de outubro de 2014 | 21h08


A operadora Oi segue firme em seu plano de aderir ao Novo Mercado da BM&FBovespa - o mais alto nível de governança corporativa para as empresas listadas - até a data limite de 25 de março, afirmou Otávio Marques de Azevedo, presidente do grupo Andrade Gutierrez, um dos principais acionistas da operadora. "Isso vai ser feito, com certeza", disse há pouco.

Segundo o executivo, a alteração do nível de governança não depende da situação de sócio. A Oi está em processo de fusão com a Portugal Telecom, que passa por uma situação de calote na Europa. Além disso, o prazo para a Oi é uma exigência da SEC (Security and Exchange Commission) nos Estados Unidos, onde a operadora tem negociação de ADRs.

Azevedo comentou que a entrada da Oi no Novo Mercado dará à companhia maior capacidade de aproveitar investimentos por meio do mercado de capitais. 

Questionado sobre a atuação do BTG, banco contratado pela Oi para avaliar oportunidades de consolidação no mercado de telecom, o executivo disse que não há data agendada para apresentação dessas propostas. "O foco do BTG é apresentar estruturas para que a gente possa continuar o processo e participar de todos os processos de consolidação", explicou.

Azevedo não revelou quais os ativos são considerados não estratégicos e fariam parte de negociação para vendas. Mas admitiu que a empresa francesa Altice procurou acionistas portugueses para discutir preços de ativos do portfólio da Portugal Telecom. Acionistas brasileiros não teriam sido procurados, segundo ele.

O presidente da Andrade Gutierrez também descartou que o andamento do processo de fusões e aquisições no Brasil tenha alguma facilidade ou dificuldade adicional por conta de eventuais mudanças no governo federal em 2015. "O governo tem apenas que aprovar questões regulatórias e concorrenciais, isso não vai mudar", avaliou.

Azevedo falou com jornalistas após participar de debate na Futurecom, feira do setor de telecomunicações.

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