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Petrobrás rejeita nome de capitão amigo de Bolsonaro

O capitão tenente da reserva da Marinha Carlos Victor Guerra Nagem teve seu nome recusado dentro da estatal para ocupar o cargo de gerente executivo de Inteligência e Segurança Corporativa

Denise Luna, O Estado de S.Paulo

15 de fevereiro de 2019 | 19h10

RIO - O capitão tenente da reserva da Marinha e amigo do presidente Jair Bolsonaro, Carlos Victor Guerra Nagem, funcionário da Petrobrás há 11 anos, teve seu nome recusado dentro da estatal para ocupar o cargo de gerente executivo de Inteligência e Segurança Corporativa. Segundo a companhia, o nome de Nagem foi submetido aos procedimentos de governança e rejeitado por não possuir a experiência requerida em posição gerencial.

O alerta da falta de requisitos de Nagem para o cargo foi dado pela Federação Única dos Petroleiros (FUP), que chegou a entrar na Justiça contra a promoção. Segundo a FUP, para assumir o indicado teria que ter pelo menos 10 anos de experiência gerencial na área em empresa de grande porte nacional ou internacional.

"Apesar de sua sólida formação acadêmica e atuação na área, seu nome não foi aprovado porque ele não possui a experiência requerida em posição gerencial que é necessária à função, considerada de elevada sensibilidade para a companhia", explicou a Petrobrás em nota.

Nagem, segundo a FUP, é um profissional do nível pleno e não do nível sênior, exigido dos gerentes. Segundo a Petrobrás, o capitão atuou lotado na área de Segurança Corporativa e tem dez anos de experiência como docente.

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