Preferimos esperar para falar sobre dividendos, diz diretor da Petrobrás

Em teleconferência, Almir Barbassa afirmou que é 'prematura' a hipótese de a estatal não pagar dividendos a seus acionistas por conta das denúncias de corrupção que envolvem a companhia

André Magnabosco, Antonio Pita, Fernanda Nunes, Mariana Durão , O Estado de S. Paulo

17 de novembro de 2014 | 14h59

RIO - O diretor Financeiro e de Relações com Investidores da Petrobrás, Almir Barbassa, foi evasivo ao responder sobre a possibilidade de a estatal não distribuir dividendos aos detentores de ações ordinárias. 

Questionado a respeito, o executivo afirmou que o fluxo de caixa da empresa melhorou com o aumento da produção de petróleo e com o reajuste dos preços dos combustíveis, mas que a companhia pretende aguardar o resultado das apurações sobre casos de corrupção para voltar a falar sobre dividendos. O executivo participou, nesta segunda-feira, 17, de uma teleconferência para analistas de mercado a respeito dos resultados do terceiro trimestre da estatal. 

"Prefiro esperar o valor que virá do cálculo que estamos fazendo. Neste momento, qualquer hipótese dessa natureza (não distribuir dividendos) seria muito prematura. Se o valor ficar no nível que estamos esperando neste momento, não esperamos efeito sobre dividendos", afirmou o executivo, para em seguida reiterar que este não era o momento mais adequado para comentar sobre o assunto. 

A divulgação do balanço da Petrobrás, que deveria ter ocorrido na sexta-feira, 14, foi adiada por conta da recusa da PricewaterhouseCoopers (PwC), empresa que audita as declarações financeiras da companhia, em assinar o documento. Os resultados do terceiro trimestre de 2014 devem ser anunciados no dia 12 de dezembro, segundo comunicado da estatal.

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