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Primeira empresa a estrear na Bolsa em 2016 movimenta R$ 766,4 milhões

Abertura de capital da empresa de diagnóstico por imagem Alliar na Bolsa brasileira é a primeira desde junho do ano passado

Fernanda Guimarães, O Estado de S.Paulo

27 de outubro de 2016 | 17h47

SÃO PAULO - A empresa de diagnósticos por imagem Alliar encerrou o período de seca de estreantes na Bolsa brasileira. A oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) da empresa, do fundo de private equity Pátria, movimentou R$ 766,37 milhões, sendo que R$ 279 milhões foi diretamente para o caixa da companhia. Essa é a primeira abertura de capital neste ano na Bolsa brasileira, que não dava boas vindas a novas companhias desde junho do ano passado.

A ação no âmbito da oferta foi precificada em R$ 20, conforme antecipou o Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado. A esse valor, afirmam fontes, a oferta superou a demanda em mais de duas vezes. As ações da companhia devem estrear na Bolsa na sexta-feira, dia 28. Com a demanda, parte do lote adicional foi exercido. A oferta primária envolveu 13.953.489 ações, e a secundária foi de 24.364.832 ações.

A oferta foi primária, ou seja, com a emissão de novas ações. Os recursos destinados para o caixa da empresa serão usados para expansão orgânica do laboratório de diagnóstico. Entre os acionistas vendedores na oferta secundária estão o fundo Kinea, do Itaú Unibanco, e os cerca de 80 médicos sócios da companhia.

Estreante. A Alliar abrirá seu capital no Novo Mercado, segmento de mais elevada exigência de governança corporativa da BM&FBovespa. Os coordenadores da oferta foram o Itaú BBA (líder), Bank of America Merrill Lynch e Santander.

No último prospecto divulgado ao mercado, a Alliar informou que, em 2015, realizou 3,6 milhões de exames de imagem, ou 4,1% do total nacional de exames de imagem privados, citando dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). No primeiro semestre deste ano, foram 2,2 milhões de exames de imagem. Ao final de junho, a rede contava com 104 unidades de atendimento em 41 cidades de 10 Estados brasileiros, sendo 5 mil empregados e 426 médicos.

Para a última janela do ano mais algumas empresas pretendem testar o apetite dos investidores. Entre as empresas que já realizaram o pedido junto à CVM está a Tenda, empresa de baixa renda da Gafisa e a Sanepar, neste caso um re-IPO, visto que a companhia já é listada, mas com baixíssima liquidez no mercado.

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