Kim Kyung-Hoon/Reuters
Kim Kyung-Hoon/Reuters

'Próximo governo será determinante para IPOs no País', diz sócio da Bozano

Para o executivo Fernando Silva, empresas decidirão em função das políticas que serão anunciadas após a disputa eleitoral

Renata Batista, O Estado de S.Paulo

02 Outubro 2018 | 18h42

RIO - O sócio da Bozano Investimentos Fernando Silva acredita na retomada dos processos de oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) após as eleições. Segundo ele, muitos processos foram represados pelo debate eleitoral. A questão é se serão retomados no mercado brasileiro ou se as empresas vão buscar, por razões políticas ou de liquidez, acessar os investidores no exterior, como ocorreu recentemente com a processadora de cartões Stone, que escolheu o mercado americano.

Para Silva, a decisão não será tomada em função do candidato ou partido vencedor, mas das políticas que serão anunciadas após a disputa eleitoral, que não está tendo espaço para apresentação clara de propostas. “Dependendo das políticas, a busca pelo mercado americano pode ser maior”, afirma Silva, que é sócio na Bozano de Paulo Guedes, principal assessor econômico do candidato Jair Bolsonaro.

Após participar do 1º Rio Money Forum, o sócio da Bozano disse que o BNDES vem conseguindo manter o fluxo de capital para os fundos direcionados a empresas inovadoras. Segundo ele, a crise econômica e as restrições de capital a que ficou sujeito nos últimos anos, não interromperam os aportes.

Ele conta que o Criatec 2, fundo do BNDES do qual o Bozano é gestor, está para anunciar seus dois últimos investimentos. As novas empresas, que devem ser das áreas financeira e de saúde, receberão cerca de R$ 15 milhões para aplicar em seus negócios. Lançado em 2013, o fundo recebeu cerca de R$ 186 milhões do BNDES e já investiu em 36 empresas.

“O BNDES tem feito o papel de manter a roda girando”, disse, destacando também que as próprias fintechs também estão fazendo um trabalho interessante de suprir crédito para as pequenas e médias empresas.

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