PwC e KPMG são alvo de processos administrativos

Empresas de auditoria são questionadas por irregularidades descobertas na Petrobrás pela Operação Lava Jato

Mariana Durão, O Estado de S.Paulo

17 de abril de 2015 | 02h04

Responsáveis por auditar os relatórios financeiros da Petrobrás nos últimos anos, a PricewaterhouseCoopers (PwC) e a KPMG são alvo de processos administrativos abertos pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A xerife do mercado de capitais acionou as empresas em dezembro para "averiguações preliminares". Em ambos os casos, pede esclarecimentos tendo como base notícias de irregularidades envolvendo a estatal e as investigações da Operação Lava Jato. No período coberto pelas averiguações, as auditorias deram pareceres validando as contas da estatal sem ressalvas.

A Superintendência de Normas Contábeis da CVM enviou ofícios a Fernando Dantas Alves Filho e Carlos Eduardo Munhoz, sócios da PwC e da KPMG, respectivamente, mencionando reportagens veiculadas desde fevereiro de 2014 "com notícias de supostas irregularidades relacionadas a superfaturamento, lavagem de dinheiro, corrupção e pagamento de propinas" na Petrobrás. A PwC foi a responsável por auditar as demonstrações contábeis individuais e consolidadas da Petrobrás em 2012 e 2013, bem como as informações trimestrais divulgadas em 2014. A KPMG foi acionada por ter dado pareceres e relatórios sobre os números publicados de 2006 a 2011.

Os processos são análises preliminares, sem cunho sancionador, ou seja, não há nenhuma acusação da CVM contra as auditorias. Os documentos entregues por elas podem embasar as investigações conduzidas em relação à própria Petrobrás.

Nada impede, porém, que a atuação da KPMG e da PwC caia no radar do regulador, que também fiscaliza os auditores independentes.

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