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Santos Brasil estreia no Novo Mercado em queda

Ações da empresa caíram 4,17% a R$ 2,76; diretor de RI da empresa avalia que mudança trará ganhos de competitividade e credibilidade à empresa

O Estado de S.Paulo

22 de agosto de 2016 | 21h09

A Santos Brasil, empresa de operação de contêineres, estreou nesta segunda-feira, 22, no segmento Novo Mercado da Bovespa. Embora a empresa aposte na valorização dos papéis com a migração, o primeiro dia de negociação no nível mais alto de governança corporativa da Bolsa foi de queda: as ações caíram 4,17% a R$ 2,76.

Com a mudança para o Novo Mercado, lançado em 2000, a Santos Brasil passa a fazer parte de um grupo de 129 empresas que adotam, voluntariamente, práticas de governança corporativa adicionais às exigidas pela legislação brasileira. As mudanças visam ampliar o direito dos acionistas minoritários e implantar uma política de divulgação de informações mais transparente e abrangente. 

Uma delas é a extinção de ações preferenciais, sem direito a voto. Esse elemento era o único que faltava para a Santos Brasil ‘subir’ de categoria. Com a conversão da totalidade das ações preferenciais em ações ordinárias, à razão de 1 para 1, o capital social da companhia passou a ser composto unicamente por ações ordinárias. Agora, todos os acionistas têm os mesmos direitos e podem votar igualmente em todas as matérias discutidas nas assembleias da empresa. 

Além da valorização dos papéis, a Santos Brasil acredita que o Novo Mercado trará ganhos de imagem, competitividade e credibilidade à empresa, influenciando na percepção de risco e no custo de capital. 

A redução do custo para financiamentos chega em um momento propício. A Santos Brasil se prepara para investir R$ 1,276 bilhão no Terminal de Contêineres do Porto de Santos (Tecon Santos). Segundo o diretor de relações com investidores da empresa, Washington Kato, a modernização e a ampliação do terminal é o principal projeto da Santos Brasil no País. 

“O projeto possibilitará adequar a infraestrutura do Tecon Santos ao tamanho dos novos navios que passarão a frequentar o porto de Santos, atendendo de maneira eficiente a demanda prevista a partir de 2019 e contribuindo para que seus clientes sejam mais competitivos em seus mercados.”, explicou o diretor.

 

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