Saúde organizacional triplica retornos a acionistas em longo prazo, aponta estudo

Pesquisa foi realizada pela consultoria financeira McKinsey e reuniu dados de 300 empresas de todo o mundo

Matheus Soares, especial para o Broadcast, O Estado de S.Paulo

26 de abril de 2017 | 14h42

SÃO PAULO - Um estudo realizado pela empresa de consultoria financeira McKinsey aponta que práticas de saúde organizacional podem triplicar retornos de empresas a seus acionistas a médio e longo prazo. Os dados foram coletados de 300 empresas de todo o mundo nos últimos dez anos.

A consultoria começará a partir de maio uma coleta de dados semelhante em empresas brasileiras para alimentar uma plataforma de análise de saúde organizacional chamada Pulso. O sistema conterá estatísticas sobre as práticas de saúde organizacional associadas aos resultados e retornos da empresa, além do bem estar de seus colaboradores.

Algumas especificidades das organizações brasileiras serão levadas em conta na coleta e análise dos dados. Segundo o sócio da McKinsey responsável pela ferramenta Pulso, Frederico Oliveira, "quando se compara com os Estados Unidos e a Europa, o Brasil tem um otimismo maior".

A consultoria estabeleceu 37 práticas para orientar a saúde organizacional, agrupadas em nove direções, por eixos temáticos. O grupo "Capacidade de Execução" é formado pelas direções "motivação, responsabilização, controle e gestão de performance". Já o grupo "X" (em referência ao plano cartesiano) é composto de "liderança, orientação externa e inovação". Por fim, o grupo chamado "Alinhamento" contém as qualidades "liderança, direção e ambiente".

Para Oliveira, não existe uma fórmula absoluta para que as empresas aproveitem sua saúde organizacional, mas há sempre diretrizes a seguir. "Ninguém consegue ser bom e excelente nas nove direções e nas 37 práticas e, na verdade, não precisa ser. Dependendo da indústria ou setor onde se está, existe uma receita, um arquétipo que resume as práticas necessárias", conclui.

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