Divulgação
Divulgação

‘Seguir regras e auditar balanços são diferenciais de venda’, aponta executivo

Vice-presidente da Locar, empresa especializada na locação de equipamentos como guindastes, gruas, plataformas aéreas, embarcações e caminhões pesados, acredita que ter procedimentos de compliance é fator determinante

Entrevista com

José Henrique Bravo Alves

O Estado de S. Paulo

16 de maio de 2016 | 10h02

Especializada na locação de equipamentos como guindastes, gruas, plataformas aéreas, embarcações e caminhões pesados, a Locar faz parte de um segmento pouco notado, mas crucial para diversas indústrias. Líder na América Latina no chamado “setor de movimentação e içamento de carga”, a empresa tem clientes que vão de empreiteiras e mineradoras a grupos responsáveis por grandes eventos.

Com a crise, a Locar teve de reduzir o quadro de funcionários de 2,5 mil para 1,5 mil nos últimos 12 meses e espera fechar o ano com queda de 20% na receita, que somou R$ 500 milhões em 2015. Apesar disso, a companhia decidiu manter investimentos. “Estamos confiantes na retomada de alguns projetos de infraestrutura”, diz José Henrique Bravo Alves, vice-presidente comercial da Locar.

Que fatores mais afetaram o setor?

A deflagração da Lava Jato paralisou as grandes obras de infraestrutura e do setor de óleo e gás, que respondiam por boa parte das receitas. A queda no preço das commodities também reduziu o ritmo da indústria de mineração. Agronegócio, algumas obras civis e projetos de energia foram os segmentos que continuaram mais ativos.

Diante desse cenário, quais as motivações para continuar investindo?

Estamos confiantes de que as concessões de estradas, ferrovias e aeroportos serão retomadas, porque contam com capital privado. Além disso, o fato de a Locar ser uma das poucas do setor com procedimentos de compliance implementados vai fazer diferença.

O cliente de vocês está mais sensível a esta questão?

Isso ganhou importância e virou um diferencial. Começamos a ser mais demandados por ter atributos, na linha da transparência, como um conselho independente e balanço auditado. / CÁTIA LUZ, MARINA GAZZONI E MÔNICA SCARAMUZZO

Notícias relacionadas

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.