Governo trabalha para ‘diluir’ demissões da GM, diz Brizola Neto

Ministro do Trabalho afirmou que a previsão de demissões na General Motors em São José dos Campos é uma questão empresarial que antecede a crise de 2008

Bianca Ribeiro, da Agência Estado ,

30 de julho de 2012 | 16h36

SÃO PAULO - O Ministro do Trabalho, Brizola Neto, reforçou na tarde desta segunda-feira que a previsão de demissões na planta da General Motors em São José dos Campos "é uma decisão empresarial" que precisa ser respeitada pois antecede o Plano Brasil Maior e já dura muitos anos. "A questão é especial e é anterior à crise de 2008", contemporizou o ministro nesta tarde, após participar de evento promovido pelo Lide - Grupo de Líderes Empresariais, em São Paulo.

O setor automobilístico foi favorecido pela desoneração do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI)e o governo esperava como contrapartida a manutenção dos empregos, cenário que está sendo ameaçado com o caso da GM neste momento. Questionado sobre o tema, Brizola Neto afirmou que o governo se preocupa com a contrapartida do emprego, mas que o saldo de empregos no setor automotivo ainda é positivo e que isso é "muito importante". Segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) as montadoras encerraram junho com 127 mil trabalhadores (não inclui o segmento de máquinas agrícolas), 3 mil postos a mais do que há um ano.

Segundo ele, as 1.500 demissões previstas ainda não se concretizaram e a montadora está sendo "sensível" aos apelos do governo, no sentido de "diluir" essas demissões ao longo do tempo, com realocação em outras unidades da montadora, como em São Caetano do Sul (SP), Gravataí (RS) e Joinville (SC), de modo a manter o saldo líquido positivo no setor.

Brizola Neto diz que o Ministério do Trabalho vai mediar um novo encontro entre sindicato e montadora que deve ocorrer no próximo sábado (4). O Ministério da Fazenda também convocou a direção da GM para um encontro na terça-feira (31) em Brasília, para falar sobre o tema. Também na terça-feira, a Anfavea terá reunião com a equipe do Ministério da Fazenda, mas o porta voz da entidade afirma que o encontro já estava marcado há alguns dias e a agenda é o novo regime automotivo, que entrará em vigor em janeiro.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.