Plano de Obama contra o déficit atrai críticas no Congresso

Para os republicanos, governo insiste em aumentar impostos sobre aqueles que "criam empregos" e reluta em adotar medidas necessárias para fortalecer programas sociais

Gustavo Nicoletta, da Agência Estado,

19 de setembro de 2011 | 14h00

A proposta de redução do déficit orçamentário dos EUA apresentada pelo presidente do país, Barack Obama, atraiu críticas tanto da oposição, formada pelo Partido Republicano, quanto de alguns integrantes da base governista, formada pelo Partido Democrata.

Entre as propostas apresentadas por Obama, estava uma que visava a aumentar a arrecadação em US$ 1,5 trilhão ao longo dos próximos dez anos por meio de medidas como o cancelamento de benefícios fiscais aos mais ricos do país e a algumas empresas. Ele também sugeriu mudanças modestas nos programas de saúde Medicare e Medicaid, acrescentando que os EUA precisam assumir o controle de sua dívida sem transferir o ônus para um único grupo de cidadãos.

"A insistência do governo em aumentar os impostos sobre aqueles que criam empregos e a relutância em adotar as medidas necessárias para fortalecer nossos programas sociais são os motivos pelos quais o presidente e eu não conseguimos chegar a um acordo anteriormente e ficou evidente hoje que essas barreiras ainda existem", disse o deputado republicano John Boehner, que preside a Câmara dos Representantes dos EUA.

O líder da minoria republicana no Senado, Mitch McConnell, disse que "as ameaças de veto, grandes aumentos de impostos e tentativas de reforma em programas sociais não fazem parte da receita para criação de empregos e para a redução significativa do déficit."

O democrata Kent Conrad, presidente do Comitê de Orçamento do Senado, disse que a "proposta está claramente caminhando na direção certa. Ela representa um plano significativo e equilibrado para deixar o déficit e a dívida sob controle". Apesar disso, ele disse que o plano de Obama "pede um corte maior do que o necessário na agricultura" e embora "todos tenham de contribuir para a redução do déficit, não devíamos pedir a produtores agrícolas para assumirem uma fatia desproporcional" de responsabilidade. As informações são da Dow Jones.

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