Colin Ziemer/New York Stock Exchange via AP
Colin Ziemer/New York Stock Exchange via AP

Bolsa de Nova York bate recorde enquanto mercados internacionais fecham sem sinal único

Após atacar as empresas de tecnologia, governo chinês apertou o cerco contra as empresas privadas do setor de educação; avanço da cepa Delta também foi monitorado

Redação, O Estado de S.Paulo

26 de julho de 2021 | 17h40

Os principais índices do exterior terminaram mistos nesta segunda-feira, 26, de olho no aumento do cerco regulatório da China contra companhias privadas de educação e também com o avanço da variante Delta do coronavírus. Além disso, disso indicadores econômicos ficaram no radar.

Durante o fim de semana, o governo chinês divulgou regras que forçariam os serviços de tutoria que ensinam disciplinas escolares aos alunos durante os anos obrigatórios a serem administrados como operações sem fins lucrativos. Além disso, as autoridades chinesas baniram esses serviços de levantamento de capital e propriedade estrangeira e proibiram aulas nos finais de semana e feriados públicos ou escolares. Anteriormente, Pequim já havia imposto regras rígidas para empresas de tecnologia.

Sobre a pandemia, investidores continuaram monitorando o impacto da cepa Delta no processo de recuperação global, apesar do andamento da vacinação em vários países. Segundo o banco BMO, a variante não deve implicar em restrições no comércio e um novo lockdown nos Estados Unidos, mas pode afetar o desempenho da economia americana.

"É suficiente dizer que a reintrodução do risco da covid-19 deixa consumidores em um estado de espera, o que levará a uma recalibração na perspectiva de crescimento para o segundo semestre", dizem os analistas. Nesse cenário, o mercado volta os olhos para o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) que fará nova reunião para decidir o rumo da política monetária dos EUA, podendo abordar também o cenário de desafios imposto pela cepa.

Na agenda de indicadores, as vendas de moradias novas nos Estados Unidos recuaram 6,6% em junho ante maio, ao ritmo anual sazonalmente ajustado de 676 mil, informou hoje o Departamento do Comércio. Analistas ouvidos pelo The Wall Street Journal previam aumento a 795 mil. No Japão, o índice dos gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) preliminar composto, que reúne indicadores de indústria e serviços, caiu de 48,9 pontos em junho para 47,7 em julho. 

Já na Alemanha, o índice Ifo de sentimento das empresas recuou de 101,7 em junho a 100,8 em julho, enquanto analistas ouvidos pelo The Wall Street Journal previam alta a 102,5. O Commerzbank afirmou em relatório que o índice foi penalizado pelos temores com a variante Delta do vírus, bem como por problemas na cadeia de suprimento da indústria. 

Bolsas de Nova York

Apesar do clima misto em Nova York, com investidores à espera da divulgação de balanços importantes, Dow Jones S&P 500 subiram ambos 0,24%, enquanto Nasdaq teve ganho de 0,03% - mesmo com o resultado fraco, os três índices registraram recordes de fechamento. 

Entre ações importantes, Apple subiu 0,29% e Amazon, 1,18%, mas Microsoft recuou 0,21%. Tesla, que divulga balanço depois do fecahmento, teve ganho de 2,11%.

Bolsas da Europa

Os índices europeus fecharam mistos, com o Stoxx 600, que concentra as principais empresas da região, em queda de 0,08%, enquanto a Bolsa de Londres cedeu 0,03% e Frankfurt, 0,32%. Na contramão, a Bolsa de Paris teve ganho de 0,15%, enquanto MilãoMadri e Lisboa tiveram altas de 0,68%, 0,67% e 0,49%.

Bolsas da Ásia

O mau humor foi predominante no mercado asiátco. Os índices chineses de Xangai e Shenzhen caíram ambos 2,3% cada, enquanto Hong Kong teve queda de 4,1%. A Bolsa de Seul cedeu 0,9% e Taiwan, 0,96%. Na contramão, Tóquio subiu 1,0%. 

Na Oceania, a bolsa australiana fechou estável (0%). O impulso de ações de mineração compensou perdas em outros setores. 

Petróleo

Os contratos futuros do petróleo fecharam mistos, após pregão marcado pela volatilidade. Os ativos da commodity começaram o dia em queda, influenciados pela baixa nas bolsas asiáticas, mas ganharam fôlego com o sentimento geral de melhora no mercado. No radar dos investidores, nesta semana, está a decisão de política monetária do Fed e balanços de grandes petroleiras. 

O petróleo WTI com entrega prevista para setembro fechou em baixa de 0,22%, a US$ 71,91. O Brent, por sua vez, fechou em alta de 0,54% (US$ 0,40), a US$ 74,50 o barril. /MAIARA SANTIAGO, IANDER PORCELLA, ILANA CARDIAL E GABRIEL BUENO DA COSTA

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