PAULO VITOR/ESTADÃO
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À espera do corte no Orçamento, dólar fecha em queda e Bolsa sobe

Investidores especularam durante toda a sessão sobre o tamanho do corte no Orçamento, que foi confirmado em R$ 26 bilhões após o fechamento do mercado de câmbio

Denise Abarca , O Estado de S. Paulo

14 Setembro 2015 | 11h20

(Atualização às 17h40)

SÃO PAULO - O dólar começou a semana em queda diante da expectativa em torno do anúncio de medidas do governo na área fiscal como forma de evitar novos rebaixamentos da nota soberana do País. Mais precisamente, os investidores especularam em cima do tamanho do novo corte orçamentário de 2016. O dólar à vista encerrou em baixa de 1,55%, na mínima de R$ 3,8190. Na máxima, pela manhã, chegou a R$ 3,8890 (+0,26%). A Bolsa, por sua vez, recuperou o patamar dos 47 mil pontos.

A manhã foi de certa volatilidade no câmbio, espelhando o movimento externo e as dúvidas com o cenário político doméstico, mas o sinal de queda no dólar acabou prevalecendo. Até o início da tarde, o mercado trabalhava em cima da hipótese de um corte do Orçamento em torno de R$ 20 bilhões, mas ao longo da etapa vespertina ganharam força rumores sobre um número ainda maior, de até R$ 26 bilhões, valor confirmado pelo governo após o fechamento do mercado. A partir de então, o dólar renovou as mínimas.

Também favoreceu o real a influência de queda da moeda norte-americana no exterior ante boa parte das divisas emergentes, assim como, segundo operadores, fluxo de entrada de exportadores ao longo do dia. 

Lá fora, o dólar mostrou desempenho desigual ante as demais moedas, em meio a indicadores econômicos mistos da China divulgados no fim de semana e à cautela com a decisão de política monetária nos Estados Unidos, na quarta-feira. É consenso a percepção de que não haverá mudança na política de juros no encontro, mas o mercado acredita que a presidente da instituição, Janet Yellen, com base no comportamento de alguns indicadores, já sinalize sobre as intenções do Fed. 

Bolsa. A Bovespa conseguiu fincar pé no terreno positivo durante a tarde, em meio a rumores sobre os cortes de gastos que o governo viria a anunciar no final da sessão. As informações de que seriam R$ 26 bilhões cortados, ao invés dos R$ 20 bilhões previstos inicialmente, sustentaram compras principalmente do setor bancário, que subiu em bloco e garantiu o retorno do Ibovespa de volta aos 47 mil pontos. Petrobrás, que caía mais cedo, também virou para cima e consolidou a valorização do índice. 

Assim, a Bovespa terminou em alta de 1,90%, aos 47.281,51 pontos. Na mínima, marcou 46.218 pontos (-0,39%) e, na máxima, 47.386 pontos (+2,12%). No mês, acumula elevação de 1,41% e, no ano, tem perda de 5,45%. O giro financeiro totalizou R$ 6,247 bilhões.

Os investidores passaram a tarde reagindo aos rumores sobre o anúncio feito no final da sessão. O ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, confirmou o corte de R$ 26 bilhões com nove medidas, entre elas, o adiamento do reajuste do funcionalismo. Para chegar à conta de R$ 64,9 bilhões, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, passou a anunciar medidas para elevar a receita, como a retenção de R$ 2 bilhões do Sistema S e mais R$ 2 bilhões com a mudança no programa do Reintegra.

Durante o anúncio, a Bovespa pouco oscilou, até fechar. Bradesco PN subiu 4,46%, Itaú Unibanco PN, 4,03%, BB ON, 5,63%, e Santander unit, 3,99%. Ainda no setor financeiro, BM&FBovespa ON avançou 3,56% e Cielo ON, 2,21%. 

Petrobrás ON virou e subiu 0,23% e a PN avançou 0,78%. Vale caiu 1,54% a ON e 1,98% a PNA, enquanto as siderúrgicas lideraram as maiores perdas do Ibovespa. 

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