À espera por decisão do Fed, NY deve abrir em alta

As bolsas norte-americanas devem iniciar a quarta-feira, 19, com ganhos, sinalizam os índices futuros. As atenções estão voltadas para o término da reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) e para a entrevista à imprensa que sua presidente, Janet Yellen, dará em seguida. Às 10h15 (de Brasília), o Dow Jones futuro subia 0,07%, o Nasdaq ganhava 0,14% e o S&P 500 avançava 0,11%.

ALTAMIRO SILVA JÚNIOR, CORRESPONDENTE, Agencia Estado

19 de março de 2014 | 10h21

Esta é a primeira reunião de Yellen no comando do Fed e será um dos encontros com menos dirigentes votantes, apenas nove. O vice-presidente do BC, Stanley Fischer, por exemplo, ainda não recebeu aval do Congresso para tomar posse. O comunicado final será divulgado às 15h (de Brasília) e a entrevista começa 30 minutos depois. A expectativa é de que seja anunciado corte de mais US$ 10 bilhões nas compras de ativos e redução do gatilho de desemprego que desencadearia aumento dos juros, atualmente em 6,5%.

O Bank of America Merrill Lynch aposta que a reunião pode ter ao menos um voto dissidente, do presidente do Fed da Filadélfia, Charles Plosser, ou da sucursal de Dalas, Richard Fisher. Os dois já declararam que uma redução mais acelerada do ritmo de compras de ativos seria mais apropriada, embora os dois também não defendam alta dos juros básicos já, destaca o BoFA em uma análise dos resultados da reunião.

Já o jornal The New York Times ressalta em matéria na capa de seu caderno de economia que Yellen terá desafio maior que o de seu antecessor, Ben Bernanke, por conduzir a retirada dos estímulos em um momento de transição da economia norte-americana, para um cenário de maior crescimento. A dúvida é o quanto a política monetária pode fazer neste momento.

Mesmo depois das altas dos dois últimos dias, as bolsas parecem encontrar fôlego para subir nesta quarta-feira. Indicadores bons dos EUA e um certo alívio com a situação na Ucrânia animaram os mercados na terça-feira, 18, e na segunda-feira, 17. Apesar das relações entre Rússia, Europa e os EUA terem azedado, a avaliação de alguns observadores é de que uma guerra na região parece um pouco mais distante, sobretudo após o presidente russo, Vladimir Putin, declarar ontem que o país não tem intenção de dividir a Ucrânia. Para o estrategista do Danske Bank, Vladimir Miklashevsky, o discurso de Putin mostrou que o mercado financeiro segue muito sensível ao que acontece na região e novos desdobramentos devem afetar os preços dos ativos.

No noticiário corporativo, a empresa de entregas FedEx anunciou o balanço de seu terceiro trimestre fiscal com números abaixo do esperado. O lucro cresceu 5% para US$ 378 milhões. Segundo comunicado da empresa, o inverno rigoroso nos EUA afetou o resultado. A FedEx anunciou projeções de lucro dentro do esperado. No pré-mercado, o papel chegou a ganhar 0,27%, mas logo cedeu terreno, oscilando perto da estabilidade antes da abertura.

Já a ação da Oracle era destaque de queda no pré-mercado, recuando 3,30%. Ontem após o fechamento do mercado, a gigante de tecnologia anunciou números piores que o esperado. O lucro líquido cresceu 2% para US$ 2,56 bilhões em seu terceiro trimestre fiscal.

A fabricante de computadores Hewlett-Packard deve ficar no radar dos investidores ao longo do dia. A HP faz nesta quarta sua reunião anual de acionistas e novidades podem surgir no encontro. No pré-mercado, a ação tinha baixa de 0,20%.

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