A roda da transparência

A roda de dólar à vista estréia nesta quarta-feira na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) e promete tornar a cotação do dólar mais transparente. Com as negociações realizadas por operadores reunidos em roda no meio do pregão da bolsa, especialistas acreditam que o mercado terá um referencial mais ajustado para a determinação do preço da moeda norte-americana. Atualmente, a taxa de câmbio é determinada nas mesas de operações. Com base nas informações do próprio banco sobre o volume de operações fechadas de exportação e importação e do acompanhamento do mercado internacional, cada instituição consulta, por telefone, o preço da moeda com colegas de outras instituições e forma a sua cotação de compra e venda. Assim que qualquer operação é fechada, ela é registrada no sistema de informações do Banco Central, conhecido como Sisbacen e esse valor representa os negócios já realizados e não uma idéia da cotação no momento da consulta. Ao mesmo tempo, as cotações divulgadas pelos bancos e pela imprensa são coletadas junto a algumas instituições financeiras e, algumas vezes, essas informações foram coletadas junto ao mesmo grupo de instituições. Com a roda de dólar à vista na BM&F, o mercado inteiro saberá a cotação de compra e venda de várias instituições ao mesmo tempo e não somente depois das operações fechadas via Sisbacen. A diferença entre o preço do dólar é pequena entre bancos, mas pode representar uma perda ao aplicador. Na verdade, o dólar à vista, também chamado de dólar spot, é liquidado em dois dias úteis nas operações realizadas entre duas instituições financeiras, o mercado interbancário. Segundo informações da BM&F, o mercado interbancário movimenta US$ 1,5 bilhão por dia, em média. A estimativa é que a roda de dólar amplie esse volume para US$ 2 bilhões por dia. Numa próxima fase, a BM&F pretende que outras moedas sejam negociadas no pregão, como o euro e o iene.

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