Abeiva: venda de carros importados cresce 34% em 2009

A Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores (Abeiva) verificou um acréscimo de 34,28% nos emplacamentos de 2009, relativamente a 2008, para 40.920 carros importados. Para permitir melhor comparabilidade, os dados consideram as vendas de 13 associadas que já integravam o quadro da Abeiva em 2008. Ao considerar também as importadoras que se associaram ao longo de 2009 - Aston Martin, Jinbei, Land Rover, Spyker e Volvo -, os emplacamentos no ano passado somaram 43.365 unidades.

MICHELLY TEIXEIRA,

20 Janeiro 2010 | 18h19

"As associadas à Abeiva conseguiram elevar de 1,15% em 2008 para 1,53% em 2009 sua participação no mercado total interno. E de 8,08% para 9,67% (na mesma base de comparação) do mercado de importados", afirmou o presidente da entidade, Jörg Henning Dornbusch, para quem a estabilidade das moedas estrangeiras e o acesso ao crédito no Brasil foram determinantes. "O fato de o governo brasileiro ter agido rapidamente ainda no início da crise financeira internacional também atraiu novas marcas ao País", complementou.

Em dezembro do ano passado, os emplacamentos de 13 associadas indicaram crescimento de 19,82% em relação a novembro, para 5.182 unidades. Ante dezembro de 2008, quando a crise financeira global se fez mais presente, a alta foi de 107%. Vale dizer que todas as 18 filiadas à Abeiva emplacaram, no mês passado, 5.719 veículos.

Para 2010, a Abeiva projeta um crescimento em torno de 30% nas vendas, passando de 43 mil unidades para 56 mil carros importados, considerando todas as associadas. "Para esta estimativa de vendas já estamos contando com a Audi e a JAC, que se filiaram neste mês, e também com a Chery, em fase de filiação", disse Henning Dornbusch.

Conforme a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), o ano de 2009 fechou com recorde de vendas de veículos importados. Divulgados no início de janeiro, os dados apontam para licenciamentos de 488.874 veículos importados (considerando também ônibus e caminhões), ante exportações de 475.285. Desde 1995, as importações não ultrapassavam o volume de vendas ao exterior.

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