Abimaq prêve primeiro semestre de ajustes em 2015

Principal termômetro do investimento, o setor de bens de capital amarga perdas diante do fraco desempenho da economia e da perda de confiança do empresariado. A Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) já contabiliza três anos de encolhimento, mas acredita em uma reversão dessa tendência no ano que vem.

DANIELA AMORIM E MARIANA DURÃO, Estadão Conteúdo

21 de novembro de 2014 | 09h37

"O primeiro semestre de 2015 vai ser de ajustes. No segundo teremos um cenário de maior otimismo. E vamos colher os frutos em 2016", prevê José Velloso Dias, presidente executivo da entidade.

A Abimaq estima que a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) reduza sua participação de 17% do PIB em 2013 para 16% em 2014. O consumo aparente de máquinas e equipamentos no Brasil já registra recuo de 16,1% de janeiro a setembro.

O faturamento da indústria de máquinas e equipamentos registra uma perda também de 16%, mas seria ainda maior não fosse o aumento de 13,3% nas exportações. Se contabilizada só a produção para consumo interno, o faturamento teria recuado 30,7% no período.

A importação de bens de capital acumula queda de 7,3% até agosto, ante igual período de 2013. Segundo a Associação Brasileira dos Importadores de Máquinas e Equipamentos Industriais (Abimei), a compra de máquinas no exterior movimentou US$ 31,9 bilhões, US$ 2,5 bilhões a menos que nos oito meses de 2013. As quedas são consecutivas desde janeiro, chegando ao pior nível agora.

A maior importação de peças e acessórios em lugar de grandes máquinas sinaliza que hoje a opção da indústria é apenas manter o maquinário já existente, não para expandir a capacidade de suas fábricas. "A retração reflete a fraca situação econômica e a baixa atividade industrial. Infelizmente o País ainda vai amargar pelo menos oito meses de paralisia no ritmo dos negócios", avalia o presidente da Abimei, Ennio Crispino.

Ele atribui a redução das importações de bens de capital ao fraco desempenho da economia e da atividade industrial, em especial de setores que compram equipamentos, como automotivo e óleo e gás. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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