ABN prevê Ibovespa acima de 40 mil pontos no fim do ano

A turbulência no mercado financeiro provocada pela incerteza com relação às taxas de juros nos Estados Unidos não trouxe uma mudança estrutural nos fundamentos econômicos, avalia a gestora de renda variável da ABN Amro Asset Management, Sandra Petrovsky. Otimista, a instituição, que administra um total de R$ 33 bilhões em recursos entre renda fixa e variável, manteve as projeções de que o Ibovespa encerrará o ano acima de 40 mil pontos. A pontuação do índice é um termômetro que sinaliza o quanto as empresas listadas no Ibovespa estão se valorizando. Para Sandra, o atual patamar da Bolsa apresenta uma boa oportunidade para quem deseja entrar ou retornar ao mercado de ações. Ela destaca, por exemplo, os papéis de empresas do setor de commodities, como petróleo e mineração. A dinâmica de preços que favorece os dois segmentos se estende às siderúrgicas, segundo a gestora. ?Acreditamos em uma melhora na projeção de preços do aço para o ano que vem?, acrescenta. A variável preço deve impulsionar ainda as ações das companhias de papel e celulose, afirma. ?A possibilidade de um novo aumento da celulose no segundo semestre ainda não está precificada?, calcula. O setor ainda é favorecido pelo calendário eleitoral, que eleva o consumo de papel, além do programa de renovação de livros didáticos do governo federal. Os dados positivos da economia e das empresas nacionais, porém, devem ficar em segundo plano no curto prazo, reconhece a especialista. Para ela, o pior momento do mercado como um todo já passou, mas o comportamento da Bovespa seguirá atrelado aos indicadores da economia norte-americana. Sandra avalia, porém, que os números de inflação - principal motivo de inquietação dos agentes financeiros - devem apresentar melhora, o que deverá diminuir as preocupações sobre um aperto monetário maior nos EUA. Enquanto isso, com a trajetória em queda da taxa de juros no Brasil e o conseqüente aumento da oferta de crédito, os papéis de bancos e do setor de consumo voltaram a ficar atrativos, de acordo com a gestora. ?A queda das ações trouxe as cotações para um patamar interessante para compra?, ressalta.

Agencia Estado,

29 de junho de 2006 | 07h00

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