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Ação da BRF é vista como aposta de longo prazo pelos analistas

Expectativa é que, no longo prazo, uma vez formada a nova composição do conselho de administração, a empresa de alimentos dê foco à retomada dos resultados operacionais

Karin Sato, O Estado de S.Paulo

21 Abril 2018 | 04h00

Os analistas estão otimistas com a BRF no longo prazo. Depois que o papel recuou, entrou para a carteira mensal da Magliano, por exemplo - só para lembrar, para esta coluna, a corretora contribui com o portfólio semanal. O analista Carlos Soares diz que, no longo prazo, a expectativa é que, uma vez formada a nova composição do conselho de administração, a empresa de alimentos dê foco à retomada dos resultados operacionais. Apesar do avanço de 17% da ação da BRF nesta semana, o papel ainda acumula queda de mais de 30% neste ano.

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A equipe de análise da Planner também vê BRF com bons olhos, considerando a solução dos problemas societários, com a possível aprovação do presidente da Petrobrás, Pedro Parente, para ocupar a presidência do conselho de administração da companhia, e o restabelecimento, no curto prazo, das condições comerciais da empresa perante a União Europeia e outros blocos econômicos que porventura venham futuramente a tomar iniciativa de embargo. 

O analista Vitor Suzaki, da Lerosa Investimentos, diz que a indicação da BRF é para investidores voltados ao longo prazo, em função da possível volatilidade do papel no curto e no médio prazo.

“Os estragos protagonizados pela gestão anterior foram grandes e de difícil solução no curto prazo, sendo que a visão financista da gestão anterior não funcionou, como ressaltou o acionista Luiz Fernando Furlan”, diz o analista da Lerosa. “O ciclo da avicultura é um tanto longo, com planejamento de médio e longo prazo e interação constante com a cadeia produtora, que foi de certa forma rompida pela gestão anterior, o que foi aproveitado pela concorrência”, lembra. 

Suzaki sublinha ainda que, no curto prazo, a BRF não enfrenta apenas o problema de embargo da União Europeia, mas também do excesso de oferta no mercado doméstico. 

Com relação às carteiras recomendadas, nesta semana poucos analistas promoveram alterações. A Magliano trocou Engie, Pão de Açúcar e Weg por Cia Hering, Klabin e Petrobrás. 

A respeito de Cia Hering, Carlos Soares diz que a combinação do bom desempenho das lojas próprias e webstores, recuperação de vendas e avanço dos canais de distribuição contribuiu para reduzir os níveis de estoques e para elevar a rentabilidade operacional da empresa em 2017. “As perspectivas para este ano seguem positivas.”

Sobre Petrobras, Soares explica que sua expectativa para o desempenho das margens operacionais em 2018 é positiva. Ele lembra ainda que a estatal pode ganhar um reforço de caixa proveniente da venda de ativos e do possível pagamento pelo governo relativo à cessão onerosa, contribuindo com a queda do endividamento e a distribuição de dividendos nos próximos meses.

Quanto à Klabin, ele diz que espera um bom resultado do primeiro trimestre. “As expectativas em relação ao mercado de papel e celulose seguem positivas, diante das condições favoráveis de demanda nos mercados externo e interno, também contribuindo para que a companhia mantenha o ritmo de redução do seu endividamento ao longo de 2018”, diz Soares.

A Lerosa, por sua vez, substituiu Pão de Açúcar e IRB Brasil Re por Localiza e Via Varejo, em função de perspectivas positivas, diante da temporada de balanços do primeiro trimestre do ano.

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