André Lessa/Estadão
André Lessa/Estadão

Ação da Cetip chega a subir mais de 3% após proposta da BM&FBovespa

Ibovespa e dólar oscilam, mas perto da estabilidade; analistas consideram que oferta da BM&FBovespa pela Cetip terá de melhorar

O Estado de S. Paulo

16 de novembro de 2015 | 12h35

SÃO PAULO - A ação da Cetip chegou a subir 3,56% na manhã desta segunda-feira, 16, após a BM&FBovespa apresentar na sexta-feira proposta de compra que avaliou a empresa em cerca de R$ 10 bilhões.

Às 12h25, o papel da Cetip avançava 1,99%, cotado a R$ 38,96 - perto dos R$ 39 oferecidos pela BM&FBovespa, que se dispõe a pagar metade do valor em dinheiro e metade em ações da operadora da Bolsa de valores paulista.

Para o Credit Suisse, as condições atuais são atrativas para os acionistas da BM&FBovespa, mas não o suficiente para os minoritários da Cetip. "Melhores condições podem ser necessárias para o negócio se concretizar", disse a equipe do analista Victor Schabbel em relatório a clientes.

No mesmo horário, as ações da BM&FBovespa exibiam valorização de 1%, cotadas a R$ 12,12.

A equipe da corretora Brasil Plural destacou que a decisão sobre o negócio está "no colo" dos membros independentes do Conselho da Administração da Cetip, lembrando, em nota a clientes, que os bancos que integram o Conselho já se opuseram a tal fusão e avaliando que a ICE, que também faz parte, deve votar contra.

Hoje, o presidente da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Leonardo Pereira, afirmou que não poderia comentar uma eventual fusão entre a BM&FBovespa e a Cetip, lembrando que a autarquia tem como política não comentar caso específico. 

O Ibovespa abriu em alta nesta segunda, ensaiando uma recuperação. Ao longo da manhã, caiu e agora oscila perto da estabilidade, em alta de 0,01%, aos 46.522 pontos.

No noticiário corporativo, o destaque é para o aumento de capital do Bradesco. O banco anunciou hoje via fato relevante um acréscimo de R$ 3 bilhões proposto pela diretoria do Bradesco, com a emissão de 164.769.488 novas ações. O objetivo é reforçar a capitalização do banco frente aos seus investimentos e à evolução crescente de suas atividades, gerando flexibilidade para posicionamento estratégico perante as oportunidades de mercado, informou o banco.

No mercado de câmbio, o dólar oscila nesta segunda-feira, após abrir em alta. Por volta de 12h30, estava estável, cotado a R$ 3,83. Na máxima, chegou a R$ 3,856.

Uma fonte do Ministério da Fazenda afirmou hoje ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, que estuda adotar novas medidas que terão impacto na concessão de financiamentos. Sobre a permanência do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, no cargo, a presidente Dilma Rousseff afirmou que as especulações a obrigam a reforçar que o ministro fica onde está. 

Em Antália, na Turquia, onde participou da reunião do G-20, a presidente reafirmou a necessidade de aprovação da CPMF e disse que esse "aumento de imposto não é para gastar mais, é para crescer mais". Ao deixar a sala de entrevistas da reunião de cúpula das 20 maiores economias do mundo, o G-20, a presidente rejeitou a ideia de que tem diferenças com o ex-presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, e disse ainda que está em uma fase "Dilminha paz e amor". (Com informações da Reuters)

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