Ação da HRT sai a R$ 1.200 e oferta soma até R$ 2,6 bi

A oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) da HRT Participações em Petróleo movimentou até R$ 2,624 bilhões, de acordo com dados encaminhados à Comissão de Valores Mobiliários (CVM). O preço por ação foi definido em R$ 1.200, no centro da faixa indicativa, que variava entre R$ 1.050 e R$ 1.350.

VINÍCIUS PINHEIRO, Agencia Estado

21 de outubro de 2010 | 20h38

A demanda pelos papéis da HRT foi forte e superou a oferta em três vezes, conforme apurou a Agência Estado. A operação foi destinada exclusivamente a investidores qualificados - que possuem pelo menos R$ 300 mil para aplicar. A empresa investirá a maior parte dos recursos do IPO no programa de exploração de petróleo.

Formada por um grupo de geocientistas e engenheiros ex-funcionários da Petrobras e da Agência Nacional do Petróleo (ANP), a empresa possui blocos de exploração localizados em terra, no Brasil, e no mar, na Namíbia. De acordo com avaliação da consultoria DeGolyer & MacNaughton (D&M), as reservas da HRT equivalem a 2,1 bilhões de barris de óleo equivalente (boe).

A HRT emitiu um total de 2.181.789 de novas ações, de acordo com o registro na CVM. Isso significa que, além do lote principal, foi registrado quase todo o lote adicional - colocado quando há excesso de demanda - e o suplementar. Além do dinheiro com os papéis emitidos, que irão para o caixa da empresa, foram vendidos outros 5.211 papéis que pertencem aos atuais acionistas, que embolsarão R$ 6,253 milhões.

A HRT chega à Bolsa de Valores de São Paulo com valor de mercado de R$ 5,686 bilhões, o equivalente a quase 8% da OGX, empresa de petróleo controlada pelo empresário Eike Batista. Fontes de mercado ouvidas pela AE descartam, porém, uma comparação direta entre as companhias, apesar do mesmo setor de atuação e do fato de terem aberto capital ainda em fase pré-operacional.

A estreia das ações da HRT no pregão da BM&FBovespa está prevista para a próxima segunda-feira, dia 25, sob o código HRTP3. O Credit Suisse é o coordenador líder da oferta, ao lado de Goldman Sachs e Citigroup.

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