Ação segue em alta em NY à espera de dado de emprego

Os principais índices de ações norte-americanos ganharam força à tarde em Nova York, com o Dow Jones caminhando para terminar o dia no melhor nível desde o início de junho, com os investidores na esperança que o dado de geração de empregos (payroll) de julho convença o Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) a suavizar sua política monetária. As duas decisões de elevação do juro na Europa colocaram a decisão do Fed da próxima semana sob uma nova luz, segundo analistas. A queda dos preços do petróleo também contribuiu para o fortalecimento das ações. Às 16h47 (de Brasília), o índice Dow Jones subia 49 pontos (0,45%), o Nasdaq avançava 14 pontos (0,71%) e o S&P-500 registrava alta de 2 pontos (0,20%). As ações oscilaram ao redor dos níveis de fechamento de ontem durante grande parte da sessão, mas se firmaram em território positivo à tarde. O diretor de pesquisa de ações da Joseph Stevens, Donald Selkin, disse que os ganhos são "provavelmente uma antecipação de que o relatório sobre o mercado de mão-de-obra será positivo ao mercado, mas não há muito para explicar tal movimento". Pela manhã, o Banco da Inglaterra (BoE) surpreendeu ao elevar sua taxa de juro de referência em 25 pontos-base, para 4,75%, citando aceleração da atividade econômica nos últimos meses e maior pressão inflacionária em decorrência da alta dos preços de energia. O Banco Central Europeu (BCE) também elevou sua taxa de juro de referência em 0,25 ponto porcentual, para 3%, confirmando as expectativas do mercado. Alguns analistas expressaram preocupação de que o aperto monetário na Europa significasse que uma pausa nos EUA poderia na verdade colocar os mercados norte-americanos em desvantagem. "O foco agora é sobre as taxas de juro, principalmente por causa do Banco da Inglaterra", disse o executivo-chefe de investimentos da Oppenheimer & Co., Michael Metz. "Agora, há a preocupação de que poderá haver muita pressão de alta do juro num ambiente de menor liquidez. Isso coloca um teto sobre o crescimento fora dos EUA. Nós já sabemos que o crescimento está desacelerando nos EUA", acrescentou. As informações são da Dow Jones.

Agencia Estado,

03 de agosto de 2006 | 16h59

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