'Acerto' de Jucá para reforma da Previdência pesa na Bolsa

'Acerto' de Jucá para reforma da Previdência pesa na Bolsa

A declaração de Jucá exacerbou a perda para mais de 1% no final do pregão e recolocou o dólar à vista em R$ 3,3228 após a moeda ter atingido a mínima de R$ 3,2883 mais cedo

Denise Abarca, Natália Flach, Paula Dias e Victor Rezende, O Estado de S.Paulo

13 Dezembro 2017 | 18h49

O adiamento da votação da reforma da Previdência para fevereiro foi a notícia de fechamento do dia nos mercados, que arrematou a queda que já vinha se pronunciando na bolsa para as mínimas do dia e levou o dólar à vista a devolver quase toda a depreciação no encerramento.

No caso dos juros, as taxas futuras de médio e longo prazo também abandonaram o sinal de queda e fecharam perto da estabilidade na sessão estendida. O líder do governo no Senado, Romero Jucá (RR), afirmou que a votação da reforma ficou mesmo para 2018. "Só vota Previdência em fevereiro. Está conversado entre o Rodrigo (Maia, presidente da Câmara) e o Eunício (Oliveira, presidente do Senado). Estamos esperando apenas o presidente (Michel Temer) chegar (de São Paulo) para fechar o acerto", disse entrevista ao Estadão/Broadcast Político.

Logo depois o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, tratou de afirmar que isso não era uma posição fechada e que o tema continuam em análise, mas a bolsa só fez sair da mínima.

O pregão foi agitado por várias notícias ao longo o dia. Mais cedo, os agentes reagiram com otimismo ao agendamento do julgamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para janeiro, definido ontem perto do encerramento dos negócios.

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Além disso, no final da manhã o PSDB fechou questão sobre a reforma da previdência e devolveu esperanças aos gestores de que a reforma teria alguma chance de passar este ano.

Na segunda etapa, entretanto, as negociações perderam força e a Bovespa já se preparava para fechar no vermelho em dia de vencimento de opções e índice futuro e petróleo em queda.

A declaração de Jucá exacerbou a perda para mais de 1% no final do pregão e recolocou o dólar à vista em R$ 3,3228 após a moeda ter atingido a mínima de R$ 3,2883 mais cedo. O dólar negociado para janeiro acelerou para R$ 3,3375 (0,75%) após a fala do líder do governo. A reação traduz o ceticismo dos investidores em ver a reforma aprovada em ano eleitoral.

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A expectativa pela decisão do Fed também temperou os negócios e acabou confirmando as expectativas ao elevar o juro dos Fed Funds em 0,25 ponto porcentual para a faixa de 1,25% a 1,50% e reforçar o gradualismo na alta de juros, indicando três altas em 2018 - previsão confirmada pelo gráfico de pontos.

As bolsas americanas já subiam antes da decisão do Fed e continuaram mostrando ganhos por conta dos sinais de acordo para votar a proposta definitiva para corte de tributos nos Estados Unidos. O dólar e os juros dos Treasuries renovaram mínimas.

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