Aço mais caro faz Petrobras investir mais no Comperj

O diretor de Abastecimento e Refino da Petrobras, Paulo Roberto Costa, disse hoje, em entrevista coletiva à imprensa, que o preço internacional do aço é a principal causa da elevação dos investimentos que serão feitos pela estatal no Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) e na Refinaria de Abreu e Lima, a ser construída em parceria com a PDVSA, no Porto de Suape.O custo do Comperj passou de US$ 6,5 bilhões para US$ 8,5 bilhões, e o da Refinaria de Pernambuco, de US$ 2 bilhões para US$ 4 bilhões. "Houve um aquecimento na indústria petrolífera no mundo todo com a alta do preço de petróleo. No mercado de sondas, por exemplo, houve uma elevação avassaladora de preços de afretamento e existem hoje sondas sendo construídas no mundo todo. Isso puxa para cima o preço do aço, e conseqüentemente o valor dos projetos", explicou.Ele considerou, no entanto, que os investimentos ainda não estão fechados. "Esperamos que no momento em que formos efetivar o empreendimento, os custos mundiais do aço já estejam mais equilibrados", comentou.Ambiente A estatal espera concluir até o dia 31 de junho o relatório de impacto ambiental para a implantação do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj). A expectativa é de obter a licença prévia para a instalação da unidade até o final de setembro.A possibilidade de concessão da licença ainda este ano foi admitida hoje pelo secretário de Meio Ambiente do Rio, Carlos Minc, em evento para a assinatura de instrução técnica, elaborada pela Secretaria em parceria com órgão ambiental local, a Feema, para "agilizar o processo" de licenciamento da Petrobras."Nos primeiros 17 dias desse governo, liberamos 11 licenciamentos, ante um total de 106 durante o governo anterior inteiro. Mas estamos sendo ágeis, sem ser apenas um carimbador maluco. Estamos sendo também rigorosos e provando que é possível unir agilidade e qualidade na liberação de um processo", disse Minc.Segundo ele, a instrução técnica já identificou uma série de 18 pontos que precisam ser tratados pela Petrobras em seu estudo e que poderiam prejudicar o processo de licenciamento no futuro. "Com esta avaliação prévia, eliminamos discussões futuras que poderiam levar mais de seis meses", disse Minc.O diretor da Petrobras acredita que a primeira licitação para terraplenagem da área já possa começar a correr em paralelo à realização do estudo. A idéia é que a refinaria comece a produzir a partir de 2012.

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