Ações da Braskem e Sadia reagem em baixa a balanços

As ações do grupo petroquímico Braskem caem mais que o índice Ibovespa nesta manhã, em reação ao balanço financeiro do segundo trimestre do ano. O desempenho confirma um cenário de margens comprimidas e de alta nos custos, já que uma das principais matérias-primas da empresa é a nafta, um derivado do petróleo, cujos preços estão pressionados. A Braskem vem divulgando neste ano resultados considerados fracos pelos analistas, e a situação se reflete no desempenho das ações. No acumulado do ano, as PNA caem 38,42%, ante alta de 10,31% do Ibovespa. O prejuízo da Braskem e a receita líquida no segundo trimestre do ano ficaram em linha com as projeções dos analistas consultados pela Agência Estado, mas o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) ficou abaixo das expectativas. A companhia obteve prejuízo de R$ 54 milhões no período, revertendo lucro de R$ 427 milhões no segundo trimestre de 2005, em linha com os R$ 55,5 milhões esperados pelos especialistas. Sadia As ações da Sadia também registram queda forte no pregão da Bovespa hoje, após a divulgação do balanço da empresa no segundo trimestre do ano, ontem à noite. A ação preferencial era negociada a R$ 5,60, queda de 2,61%. O lucro líquido de R$ 17,573 milhões, queda de 87,84% em relação ao mesmo período de 2005, ficou 43,93% abaixo das projeções dos analistas consultados pela Agência Estado. A previsão era de lucro de R$ 31,34 milhões. Para a receita líquida, a projeção de R$ 1,581 bilhão ficou um pouco acima da apresentada pela empresa, de R$ 1,536 bilhão (queda de 14,71%). Com relação ao Ebitda, o valor de R$ 68,102 milhões registrado pela Sadia no segundo trimestre situou-se 11,78% abaixo das estimativa média do mercado, que era de R$ 77,2 milhões.

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