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Ações da BRF fecham entre as maiores altas da Bolsa após reabertura de Hong Kong à carne brasileira

Minerva também se destacou no pregão, enquanto JBS e Marfrig encerraram em queda; Ibovespa fechou em alta de 0,52%

Renato Carvalho, O Estado de S.Paulo

28 de março de 2017 | 18h02

Depois do anúncio de que Hong Kong suspendeu o embargo às carnes brasileiras, duas empresas do setor se destacaram na Bolsa: BRF e Minerva. A primeira fechou entre as maiores altas do Índice Bovespa, enquanto JBS e Marfrig caíram. Operadores citam a precificação dos papéis para essa diferença de desempenhos. No pregão desta terça-feira, 28, o Ibovespa fechou em alta de 0,52%, aos 64.640,45 pontos.

BRF ON fechou em alta de 4,21%, e Minerva ON subiu 1,48%. Por outro lado, JBS ON caiu 1,95%, e Marfrig ON cedeu 1,50%. O Ministério da Agricultura informou hoje que Hong Kong reabriu as importações de carne brasileira. O país havia bloqueado totalmente a compra de carne nacional, independentemente do frigorífico.

Esse é o segundo maior mercado para carne e derivados do País, com importações de US$ 1,5 bilhão no ano passado. A reabertura do mercado era esperada depois que a China retomou suas compras do Brasil, no sábado passado, 25.

No que diz respeito às ações, operadores apontam que BRF e Minerva estão com preços mais interessantes para compra do que as outras duas, e que, nesses casos, acontece inclusive um reposicionamento de carteira. Os quatro papéis acumulam quedas em 2017, mas JBS ON e Marfrig ON recuam 7,46% e 10,44% no período, respectivamente. BRF ON tem baixa de 19,90%, e Minerva ON de 15,14%, já contabilizados os desempenhos de hoje.

Outros destaques. No mercado doméstico de ações, a maior alta do Ibovespa ficou com Raia Drogasil, que teve recomendação elevada pelo BTG Pactual. Entre as quedas, destaque para Santander, depois que a Qatar Holding anunciou uma oferta secundária de Units do banco.

Depois de cair mais de 3% na véspera, as ações da Klabin se recuperarmam hoje e fecharam em alta de 4,37%. Na noite de ontem, a companhia confirmou a notícia antecipada pela colunista Sonia Racy, do jornal O Estado de S. Paulo, da saída de Fabio Schvartsman do cargo de diretor geral da companhia para assumir a presidência da Vale. Segundo um operador, a reação foi um pouco exagerada, e é normal essa recomposição do preço.

Petrobrás e Vale fecharam em alta hoje. A estatal seguiu de perto a cotação do petróleo. Na Nymex, em Nova York, o barril do WTI para maio subiu 1,34%, a US$ 48,37. Na ICE, em Londres, o tipo Brent para junho avançou 1,02%, a US$ 51,42. Petrobras PN subiu 1,31%, e ON avançou 1,73%.

Além disso, a ação ON da estatal teve sua recomendação elevada pelo HSBC de manutenção para compra. O banco também manteve a indicação de compra para a ação preferencial. No entanto, os preços-alvo caíram de R$ 23 para R$ 19 (PN) e de R$ 21 para R$ 18 (ON).

No caso da Vale, a diminuição no ritmo de queda do minério de ferro ajudou o desempenho da mineradora na Bolsa, segundo analistas. O insumo com pureza de 62% cotado no porto de Tianjin, na China, caiu 0,1% no mercado à vista chinês e foi a US$ 80,7 a tonelada seca, de acordo com dados do The Steel Index. As ações da Vale tiveram valorização de 1,93% (PNA) e 1,43% (ON), enquanto Bradespar PN subiu 2%.

O BTG Pactual ressalta ainda que a nomeação de Fabio Schvartsman como presidente da Vale minimiza preocupações com interferência política. Eles lembram que Schvartsman é bem respeitado no mercado financeiro, tendo levado a Klabin a uma reviravolta, com forte expansão de margem Ebitda ao longo do seu mandato.

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