Justin Sullivan/AFP
Justin Sullivan/AFP

Ações da Ferrari começam a ser negociadas nesta quarta-feira em NY

Papéis da empresa ficaram com preço fixado no topo da faixa anunciada e serão negociados a US$ 52 cada

O Estado de S. Paulo

20 de outubro de 2015 | 20h56

NOVA YORK - O preço das ações da Ferrari em sua oferta pública inicial (IPO) ficou no topo da faixa anunciada anteriormente, de acordo com uma fonte citada pelo Wall Street Journal. Isso situa o valor de mercado da montadora italiana de carros esportivos de luxo em US$ 9,8 bilhões.

A Fiat Chrysler Automobiles, que vendeu cerca de 10% da Ferrari na IPO, levantou US$ 893 milhões na operação. Segundo a fonte, as ações foram vendidas a US$ 52 cada, enquanto a faixa de preço anunciada previamente era de US$ 48 a US$ 52. O preço da IPO equivale a mais de 37 vezes o lucro da empresa no ano passado (para efeito de comparação, o preço atual das ações da alemã BMW equivale a 9,8 vezes o lucro de 2014).

As ações da Ferrari começam a ser negociadas nesta quarta-feira na Bolsa de Nova York, sob o símbolo RACE.

Analistas citados pelo Journal disseram que as ações da Ferrari podem não ser atraentes para muitos investidores, por causa do preço e da falta de potencial para crescimento rápido. Isso porque os custos da companhia são muito elevados; em 2014, os gastos da Ferrari com pesquisa e desenvolvimento representaram 20,3% da receita da empresa - comparáveis a 11,3% no caso da Porsche, 6,5% no da Volkswagen, 5,7% no da BMW, 4,4% no da Daimler-Benz e 3,8% no da Fiat.

O analista Max Warburton, da Sanford Bernstein, observou que a receita da Ferrari em 2014 foi 50% maior do que a de 2010, mas no mesmo período o lucro operacional da empresa cresceu apenas 32%. Embora a margem operacional da Ferrari seja maior do que as das concorrentes, por causa dos preços altos de seus carros, ela está na casa dos 14% a 16% desde 2010, o que inclui o primeiro semestre deste ano.

No prospecto da IPO, a Ferrari disse que pretende elevar sua produção de cerca de 7.300 unidades por ano para 9 mil até 2019. Caso consiga fazer isso, a etapa seguinte poderá ser muito onerosa para a empresa; enquanto produzir menos de 10 mil carros por ano, ela continuará isenta de cumprir as normas de economia de combustível dos EUA, um de seus principais mercados. Ultrapassar aquela marca poderá obrigar a Ferrari a sacrificar o desempenho de seus carros. Fonte: Dow Jones Newswires.

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