Divulgação
Divulgação

Ações da Hypermarcas fecham em alta de 21% após venda da divisão de cosméticos

Mercado reagiu bem ao anúncio de venda para a francesa Coty, pois com o negócio a empresa zera a dívida líquida e ganha fôlego para investir na fabricação de remédios

Marcelle Gutierrez e Dayanne Sousa, O Estado de S. Paulo

03 de novembro de 2015 | 11h49

Atualizado às 17h30

SÃO PAULO - As ações da Hypermarcas fecharam em alta de 21% na Bolsa nesta terça-feira, 3, em resposta ao anúncio de venda da divisão de cosméticos para a empresa francesa Coty. 

Os papéis da Hypermarcas passaram por leilão de abertura estendido, até as 10h30, por conta da oscilação superior a 20%, segundo informações da Agência Bovespa, na qual foram negociadas 408,6 mil ações, ao preço de R$ 21,20.

A Hypermarcas informou ontem que vendeu para a gigante francesa Coty a divisão de cosméticos por R$ 3,8 bilhões. Com o negócio, a Hypermarcas zera a dívida líquida, que atingiu R$ 3,3 bilhões no terceiro trimestre, e ganha fôlego para se concentrar na fabricação de remédios. 

O negócio inclui uma fábrica de cosméticos localizada no município de Senador Canedo, em Goiás, que emprega 2,5 mil trabalhadores, além das marcas Bozzano, Monange, Paixão, Risqué, Cenoura & Bronze, entre outras do setor de beleza.

Com o anúncio, o Credit Suisse elevou a recomendação para as ações da Hypermarcas de neutra para outperform, e o preço-alvo das ações de R$ 21,00 para R$ 25,00. O banco destacou que a operação traz ganhos e elimina a "custosa alavancagem".

Perspectivas. Em teleconferência com analistas e investidores, o presidente da companhia, Claudio Bergamo, reforçou que a prioridade no uso dos R$ 3,8 bilhões obtidos com a venda será a redução do endividamento, mas ainda deverá haver uma sobra de caixa cujo destino pode ser programas de recompra ou distribuição de dividendos. 

Bergamo ressaltou que o negócio de cosméticos representou cerca de 20% do faturamento da Hypermarcas em 2014. Com a venda, 70% da receita da companhia passará a vir do negócio de produtos farmacêuticos, o que aumentará a rentabilidade da empresa, comentou o diretor Financeiro Martim Mattos. A melhoria, disse, deve ocorrer em razão de as margens do negócio farmacêutico serem melhores que as da divisão de itens de consumo.

O presidente da Hypermarcas, Claudio Bergamo, afirmou que a finalização da transação de venda do negócio de cosméticos da companhia para a Coty depende de aprovações de órgãos antitruste e da transformação do negócio em uma unidade independente. A companhia afirmou em fato relevante que o pagamento está previsto para ocorrer até o segundo trimestre de 2016 e que o fechamento da transação está sujeito ao cumprimento de determinadas condições precedentes previstas no contrato.

O executivo destacou ainda que a transação deverá passar por aprovação pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), mas avaliou que esse processo tende a ser rápido, uma vez que a Coty ainda não atua com produção de cosméticos no Brasil. 

A Hypermarcas também anunciou que o executivo Nicolas Fischer, que atuava como presidente da divisão Consumo da companhia, passará a ser o presidente da Coty Brasil. Luiz Clavis, atual diretor executivo de vendas, assumirá o comando da divisão de Consumo da Hypmermarcas, segundo o presidente da companhia, Claudio Bergamo. 

Notícias relacionadas

    Encontrou algum erro? Entre em contato

    Tendências:

    O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.