Ações da Perdigão e Sadia sobem após nova recusa

Os novos capítulos da oferta hostil da Sadia pela Perdigão deixaram o mercado confuso e recheado de especulações acerca da operação. Após a primeira recusa dos acionistas da Perdigão, a Sadia elevou sua proposta, em 4%, de R$ 27,88 para R$ 29,00 por ação, na noite de ontem. Pouco antes da abertura da bolsa, hoje, a rival já anunciou nova rejeição formal à oferta. Hoje, as ações das duas companhias lideram as altas do índice Ibovespa. Por volta das 12h50, Sadia PN valorizava 3,11%, para R$ 6,30; enquanto a Perdigão subia 2,28%, para R$ 29,20, superando o novo valor colocado à mesa pela concorrente. Em tese, apontam operadores, hoje não seria dia de alta para as ações da Sadia. Alguns especialistas afirmam que as conversas públicas entre as duas empresas provocam reprecificação do setor, o que acaba por embalar os dois papéis. Fora do Ibovespa, as ações ON da Avipal sobem 4%. O mercado achou muito pequena a elevação da oferta pela Sadia e aguarda por novos lances (há dificuldades em compreender a estratégia desta empresa). Seguem as especulações, também, sobre um possível surgimento de alguma outra proposta para a Perdigão. Ontem na TV e hoje nos jornais, a companhia veicula anúncios publicitários para faturar sob o tema, com os dizeres: "Perdigão, todo mundo adora, até o concorrente". Os negócios com as ações da Perdigão tiveram sua abertura adiada por 30 minutos, por determinação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A autarquia avaliou que a nova oferta da Sadia e a recusa da Perdigão, divulgada cerca de 10 minutos antes da abertura do pregão, aconteceram em "um curto espaço de tempo" e poderiam não ter sido "adequadamente percebidas pelos agentes de mercado".

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.