Fabio Motta/Estadão
Fabio Motta/Estadão

Ações da Petrobrás caem e puxam Ibovespa para baixo

Morgan Stanley rebaixou a recomendação das ações da estatal para 'venda' porque os níveis da dívida da companhia são 'altos demais'

Ana Luísa Westphalen, O Estado de S. Paulo

27 de abril de 2015 | 12h45

SÃO PAULO - As perdas dos papéis de Petrobrás e do setor financeiro puxam o Ibovespa para o campo negativo nesta segunda-feira, 27, na contramão das bolsas de Nova York e apesar da alta das ações da Vale. 

Às 12h48, o Ibovespa recuava 1,31%, aos 55.850 pontos, com Petrobrás ON e PN em baixa de 5,37% e 3,85%, respectivamente. As ações da Vale seguiam no sentido contrário, mas o movimento não era suficiente para puxar o índice para cima, que registrou alta nas últimas três sessões e acumula ganhos de mais de 5%. 

Apenas na semana passada, as ações da Vale já saltaram mais de 30%, puxadas pela recuperação do preço do minério de ferro no mercado à vista chinês. Entre ontem e hoje, o preço do insumo avançou 3%, para US$ 58,7 a tonelada. No mês, a commodity acumula alta de 15%, mas no ano a queda ainda é de 17,5%. Além disso, operadores comentam notícia publicada na imprensa internacional de que o Barclays Capital teria sido contratado pela Vale para vender suas minas de carvão em Queensland, na Austrália.

Sobre Petrobrás, o Morgan Stanley rebaixou mais cedo a recomendação para as ações da estatal para "venda". O argumento da instituição financeira é de que os níveis da dívida da companhia são "altos demais" para serem suportados pelo fluxo de caixa operacional. Na visão da instituição financeira, a aceleração da dívida não é mais uma ameaça e a empresa tem recuperado o acesso ao mercado de dívida, mas o descompasso entre dívida e caixa deve prevalecer nos próximos quatro anos, com a expectativa de que os investimentos superem a geração de caixa, em média, em torno US$ 6 bilhões.

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