Fabio Motta/Estadão
Fabio Motta/Estadão

Ações da Petrobrás caem mais de 5% e puxam queda do Ibovespa

Investidores querem ter acesso às investigações da Operação Lava Jato a respeito de práticas ilegais na estatal

André Magnabosco, O Estado de S.Paulo

27 de maio de 2016 | 19h57

A Bolsa brasileira fechou a sexta-feira em queda de 0,87%, aos 49.051,49 pontos, na menor cotação desde o dia 7 de abril, quando atingiu os 48.513,10 pontos. A trajetória descendente foi sustentada pela expectativa de que o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) possa elevar a taxa de juros dos Estados Unidos já no próximo mês e pelo conturbado cenário político nacional. Além disso, a queda de mais de 5% das ações da Petrobrás também afetou o Ibovespa, índice que reúne as principais companhias do País.

De acordo com operadores do mercado, a retração das ações da estatal foi explicada por uma combinação de fatores, além da pressão da política monetária dos EUA e do ambiente político brasileiro. É o caso, por exemplo, da queda do preço do petróleo e da intenção de investidores estrangeiros de terem acesso ao conteúdo das investigações da Operação Lava Jato a respeito de práticas ilegais ocorridas dentro da Petrobrás. As ações ON, com direito a voto, recuaram 5,77%, cotadas a R$ 10,46. Os papéis PN, com prioridade nos dividendos, caíram 5,31%, negociados a R$ 8,21.

De modo geral, o Ibovespa fechou em queda influenciado pela declaração da presidente do Fed, Janet Yellen, de que, se a situação da economia norte-americana continuar a melhorar, será "apropriado" subir os juros. A elevação dos juros, entretanto, deve ser gradual e cautelosa, segundo ela.

Além disso, os investidores continuam atentos ao risco político gerado pelas gravações feitas pelo ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado. Tais conversas envolvem caciques do PMDB, partido do presidente em exercício, Michel Temer, entre eles o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). 

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