Ações da Petrobras e Vale sobem, mas Bovespa cede 0,04%

A alta internacional das commodities sustenta as ações de Petrobras e Vale do Rio Doce no pregão de hoje. A maior parte dos papéis do índice Ibovespa, porém, opera em queda após a forte valorização de ontem e seguindo os mercados em Nova York. Às 12h38, a Bolsa de Valores de São Paulo caía 0,04%, a 37.735 pontos. O volume até este horário, de R$ 1,04 bilhão, projeta R$ 2,54 bilhões para o fechamento. O giro financeiro é sustentado, principalmente, pelas ações da estatal e da mineradora. Segundo operadores, logo após a abertura as ações da Petrobras foram alvo de negócios grandes, o que inflou a projeção de volume, que chegou a superar os R$ 900 milhões e agora está em R$ 534 milhões. A alta dos papéis, mais uma vez, está relacionada à oscilação das cotações internacionais do petróleo, que sobem hoje após a Opep informar corte de 1 milhão de barris ao dia na produção do grupo, segundo um delegado do cartel. Petrobras PN subia 0,97%, com R$ 190 milhões em negócios, e a ação ON avançava 0,50% e tinha giro de R$ 24 milhões. A recuperação do petróleo puxa as demais commodities, o que favorece a Vale, cujos papéis ON e PNA subiam +1,48% e +1,22%, respectivamente, esta última com volume de R$ 87 milhões. As siderúrgicas também apresentam bom desempenho. Já as ações que se beneficiavam dessa queda, hoje operam na direção contrária. Braskem PNA recuava 2,48% e TAM PN caía 0,59%. O principal destaque entre as baixas, no entanto, está fora do Ibovespa. Submarino ON é o terceiro papel mais negociado e despenca 5,52%, após 1.137 operações. Os investidores receberam mal os dados preliminares da empresa no terceiro trimestre deste ano, divulgados ontem à noite. Na comparação com igual período de 2005, as vendas brutas da companhia cresceram 35%, para R$ 211,9 milhões, e a base de clientes teve incremento de 40%, alcançando 1,7 milhão. O fator político também exerce forte influência nos negócios na Bovespa. Operadores relatam que alguns fundos de hedge operam desde a tarde de ontem com números de pesquisas eleitorais que indicariam um desempenho muito expressivo do candidato tucano Geraldo Alckmin. A especulação também ocorre na ponta contrária, ou seja, com dados favoráveis ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que tenta a reeleição.

Agencia Estado,

05 de outubro de 2006 | 12h41

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