Ações da TIM e Vivo sobem após balanços

As ações da TIM e da Vivo mostram ligeira recuperação hoje, acompanhando a tendência geral de mercado. Por volta das 11 horas, os papéis ON do grupo italiano subiam 1,85%, para R$ 8,24, depois de apenas dois negócios, enquanto as ações PN registravam valorização de 1,76%, para R$ 5,77, após 60 transações. O balanço da empresa, embora tenha apresentado números fora das projeções do mercado, não foi inusitado como tendência. A rentabilidade - principal indicador acompanhado pelos analistas e investidores - ficou dentro dos prognósticos. No caso da Vivo, além do significativo nível de depreciação do ativo, o comentário do presidente da Telefónica, Cesar Alierta, ao jornal espanhol La Vanguardia, contribuía para o desempenho. O impacto era ainda mais expressivo nas ações ordinárias. Os papéis com direito a voto da companhia subiam 4,86%, para R$ 9,28, depois de 17 negócios. Já as PN tinham alta mais modesta de 1,57%, para R$ 5,17, após 279 transações. O executivo afirmou que pretende vender sua participação de quase 10% no capital da Portugal Telecom e utilizar os recursos para comprar os 50% que a empresa portuguesa detém no controle da Vivo. A declaração de Alierta não chega a ser surpreendente, uma vez que este era o principal cenário considerado pelos analistas em caso de sucesso da oferta do grupo Sonae pela companhia portuguesa. A movimentação sobre as ações ON da Vivo também era esperada, embora o caso seja mais um entre tantos polêmicos no setor de telecomunicações quando o assunto é tag along (proteção aos acionistas minoritários no caso de venda do controle acionário). Por envolver uma situação de controle compartilhado, a extensão do prêmio aos minoritários da operadora brasileira deve gerar bastante debate. A aquisição da Vivo pela Telefónica, ficando esta como única acionista no controle, levanta uma série de próximas apostas. Em termos de fundamentos, o entendimento dos especialistas é que a iniciativa é positiva, pois permitirá o aproveitamento de sinergias entre as operações fixas e móveis do grupo espanhol no Brasil. A Telefônica é a menos integrada das empresas do setor no País. Porém, a compra também dá a largada em diversas expectativas sobre futuras operações societárias, pois o entendimento é que a Vivo, ao final, deverá ser absorvida pela Telesp.

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