Ações da Vale reagem em alta discreta à compra da Inco

Fechada a compra da Inco pela Companhia Vale do Rio Doce, as ações da Vale reagem em alta apenas discreta. A transparência na divulgação do passo a passo do negócio faz com que as cotações mais do que esperassem a definição da transação. O mercado avalia que o negócio agregará valor para a Vale e o classifica como bastante positivo. Por volta das 11 horas, a ação preferencial classe A (PNA) da Vale subia 0,49%, para R$ 44,69, com R$ 28,6 milhões negociados. A ação ordinária (ON) avança 0,585%. Hoje cedo a companhia informou que fechou a compra de 75,66% das ações ordinárias da canadense Inco. A oferta foi de 86,00 dólares canadenses por ação - por 100% da empresa, o negócio somaria US$ 17,2 bilhões. O pagamento será feito nesta quinta-feira, mas, para os acionistas que não aderiram à proposta, a brasileira prorrogou o prazo de sua oferta até a meia-noite de 3 de novembro, nos termos da lei norte-americana. A Vale informa que pretende "tomar medidas" para adquirir a totalidade dos papéis, sem fornecer detalhes. Um próximo passo será fechar o capital da Inco e divulgar seus informes como empresa estrangeira privada. Executivos da companhia concedem entrevista coletiva à imprensa amanhã para detalhar a transação. O mercado também já conta que a Vale fará uma emissão de bônus para adequar o perfil de dívida contraída com um pool de bancos para financiar a aquisição. Com a Inco, a Vale se tornará a segunda maior mineradora do mundo, atrás apenas da BHP Billiton. Se for descontado o fato de a BHP também atuar na área de petróleo e gás, a Vale fica perto de se tornar a maior mineradora do mundo. Cálculos da consultoria australiana Global Mining Research mostram que a Vale terá um ganho anual em sua receita de US$ 3,5 bilhões a US$ 5,5 bilhões. Juntas, as duas companhias deverão gerar caixa perto de US$ 12 bilhões. O banco de investimentos Bear Stearns já elevou em US$ 3, para US$ 35, o preço-alvo dos ADRs (recibos de ações negociados nos EUA) da Vale ao final de 2007. Segundo a instituição, a aquisição da Inco deve acrescentar US$ 3,90 bilhões ao Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortizações) consolidado da mineradora previsto para 2007 e US$ 0,60 ao lucro por ADR, no mesmo intervalo.

Agencia Estado,

24 de outubro de 2006 | 11h09

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