Ações da Vivo caem à espera de notícias sobre GSM

As ações da Vivo operam em forte baixa hoje. Por volta das 15 horas, a desvalorização era de 5,78%, para R$ 5,22, depois de 754 negócios - no topo das maiores perdas do Índice Bovespa. O mercado continua receoso em relação às incertezas tecnológicas da companhia. A expectativa é que a empresa aprove ainda hoje, em reunião do conselho de administração, o projeto de construção de uma rede GSM, para operar paralelamente à sua infra-estrutura CDMA. A preocupação dos analistas é grande, pois a Vivo ainda não forneceu detalhes sobre a estratégia tecnológica ao mercado desde que assumiu o estudo de viabilidade da nova rede. Vale lembrar que, antes de o assunto ser submetido ao conselho, ele não pode ser considerado oficial e, por isso, até o momento muito pouco foi revelado sobre o tema. A tensão deve-se à tentativa do mercado de estimar o custo da operadora com esta iniciativa. As preocupações começam a aumentar porque, além do gasto com a rede, a companhia possivelmente precisará de um substancial acréscimo nos esforços de retenção de clientes para promover a migração dos usuários ao novo padrão. Quando se fala em ampliar despesas, o mercado logo pensa em perda de margem. Os comentários que circulam entre os fornecedores são de que a empresa faria uma migração incentivada dos aproximadamente cinco milhões de clientes que ainda estão no antigo padrão TDMA. A adoção desta iniciativa teria dois objetivos principais: ganhar escala inicial no GSM e ainda acelerar a limpeza do espectro, compromisso que a empresa teria assumido com os fabricantes para facilitar o projeto de implantar duas redes na mesma freqüência. Para completar o sentimento negativo em relação à empresa, amanhã devem ser divulgados os números referentes ao segundo trimestre de 2006, e os prognósticos dos especialistas não são otimistas. A expectativa é que, mais uma vez, o grupo traga prejuízo elevado e baixa rentabilidade operacional.

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