Ações das teles têm forte oscilação e Bovespa sobe

Às 15h10, Ibovespa avançava 0,54%, aos 67.035 pontos

Economia & Negócios e Agência Estado

28 de julho de 2010 | 15h04

O movimento de consolidação no setor de telecomunicações brasileiro confirmado nesta manhã movimenta a Bolsa de Valores de São Paulo nesta sexta-feira. As ações do setor têm reações distintas, chegando a ter altas e baixas de mais de 10%. As oscilações, porém, mexem pouco com o principal índice do mercado, o Ibovespa, que, às 15h10, avançava 0,54%, aos 67.035 pontos.

No horário, a ação preferencial da Vivo subia 3,52% e a ordinária, 10,77%. No movimento contrário, Telemar ON caia 12,20% e a PN, 7,88%.

Nos EUA, havia pouca oscilação no horário. Dow Jones recuava 0,15%, Nasdaq tinha queda de 0,73% e S&P 500 caia 0,35%.

Telefonia

Pela manhã, a espanhola Telefónica confirmou que fechou acordo com a Portugal Telecom (PT), para comprar sua participação da Vivo por 7,5 bilhões de euros. A PT, por sua vez, comprou 22,4% de participação na Oi, em um pagamento máximo de R$ 8,44 bilhões.

Para a chefe de analise da Spinelli Corretora, Kelly Trentin, as ações da Telemar procuram se ajustar ao preço fixado para o aumento de capital previsto no acordo com a PT. "A subscrição saiu a preços menores que os vistos no fechamento de ontem", acrescenta. As ações da ON da Oi (TNLP) serão subscritas a R$ 38,54, ante cotação de R$ 41,90 alcançada no fechamento de terça-feira. Já os papéis da Tmar PNA fecharam o pregão de ontem cotadas a R$ 52,50 e serão subscritas a R$ 50,70.

Outro analista, que falou sob a condição de não ser identificado, lembra que a queda de hoje pode ser uma ajuste em relação as altas registradas nos últimos dias, na expectativa de o negócio ser concretizado. O analista do setor do BB Investimentos, Leonardo Nitta, concorda que a Oi já vinha subindo muito desde maio, em meio aos rumores sobre eventuais alterações na composição acionária da empresa e, confirmada a operação, realiza lucros.

Outro ponto que frustrou o mercado diz respeito à expectativa de que a entrada da PT na Oi significasse uma guinada no que diz respeito à governança da empresa, o que não deve ocorrer, já que os portugueses terão participação no bloco de controle da operadora, o que mostra que estão alinhados com os principais acionistas atuais.

Já a analista Rosângela Ribeiro, da SLW Corretora, avalia que o ingresso da companhia portuguesa na Oi ajudará na questão do endividamento da companhia, que atingiu R$ 21,3 bilhões de dívida líquida no primeiro trimestre deste ano.

Em todo caso, os especialistas consultados veem de forma positiva as movimentações anunciadas hoje, porque dão continuidade à consolidação que já vinha sendo verificada no setor e dissolvem o imbróglio que vinha prejudicando o desempenho das empresas no médio prazo.

Tudo o que sabemos sobre:
telefoniaações

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.