Ações de elétricas são bom investimento, diz banco

As ações do setor elétrico brasileiro estão baratas, avalia o banco de investimentos Bear Stearns. O banco elevou a recomendação para o setor de "market weight" (com potencial de ganho similar à média do mercado) para "overweight" (potencial de ganho superiro à média do mercado), citando a recente queda considerável no preço das ações. Em relatório, os analistas F. Rowe Michels e Stewart Ragar observam que o declínio de papéis do setor na América Latina "é motivado mais por fatores como o fluxo sazonal de fundos e ajustes de avaliação em outros mercados emergentes do que em razão de expectativa menor de lucros". Além disso, o banco de investimentos afirma que, diferentemente das condições vistas na retração anterior do mercado brasileiro, no momento "as avaliações continuam atraentes e diversos riscos macroeconômicos devem ter menos impacto no Brasil em razão do nível reduzido de dívidas e sua menor exposição em moeda estrangeira". Com avaliações mais baratas e queda no preço, o JP Morgan agora recomenda a substituição de papéis de setores considerados mais defensivos por ações com maior potencial de crescimento, menos líquidas (com menor número de negócios realizados na Bolsa, o que a torna mais difícil de ser vendida rapidamente) e com beta (volatilidade) maior, "como Equatorial, Energias do Brasil e Cemig". Entre as empresas do setor citadas pelo banco com excelente projeção de lucros e governança corporativa estão: Cemig, Eletrobrás (PN), AES Tietê e Celesc.

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