Ações de indústrias já subiram 24% neste ano

A escalada dos lucros das empresas de capital aberto do setor produtivo foi acompanhada pela valorização de suas ações na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Até a semana passada, o Índice do Setor Industrial (INDX), que mede o desempenho das ações das empresas do setor listadas na Bovespa, acumulava no ano alta de 24%. No mesmo período, o índice das ações com maior liquidez da bolsa (Ibovespa), apresentou valorização menor, de 16,3%. "São ações de empresas lucrativas e com promessa de ganhos a longo prazo", explica Ricardo Pinto Nogueira, superintendente executivo de operações da Bovespa. "Entre os dez índices da bolsa, o INDX é o que acumula a maior alta no ano." Elaborado em parceria com a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), o INDX reúne 53 ações de 48 empresas, consideradas as mais representativas da indústria de transformação. Petrobras e Vale do Rio Doce, cujos papéis são os mais importantes do Ibovespa, ficaram de fora do indicador da indústria, porque são companhias extrativistas. Para Paulo Francini, diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Fiesp , as empresa que compõem o INDX são "ganhadoras" e o seu desempenho não pode ser extrapolado para o conjunto da indústria de transformação. "Este é um grupo de exceção, que representa apenas uma fração do setor", diz. "Boa parte do restante está na zona de claro prejuízo", acrescenta. Francini conta que a carteira do INDX é formada só por ações de grandes empresas de 14 setores, já que são raras as pequenas e médias cotadas em bolsa. Outra diferença entre o índice e a estrutura industrial, apontada pelo diretor da Fiesp, é a composição setorial. O setor siderúrgico, que tem o maior peso no INDX (42,1%), por exemplo, representa 5,2% do Produto Interno Bruto (PIB) da indústria de transformação e construção. Já o setor de bebidas e alimentos, responsável por 20,32% do indicador, tem peso de 6,33% no PIB do setor.

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