Ações do Pão de Açúcar continuam como boa opção, indica corretora

O crescimento lento das atividades operacionais, influenciado pelo acirramento da concorrência do setor, e o potencial de valorização de apenas 17,6% das ações do Pão de Açúcar são fatores destacados pela Ágora Corretora para a recomendação de manutenção dos papéis da companhia. Em relatório, a instituição apontou preço-alvo de R$ 77,64 por mil ações PN (preferencial), para dezembro de 2007. A corretora retoma as divulgações sobre o Pão de Açúcar após mais de um ano em que se manteve restrita à empresa. Antes, a recomendação da instituição era neutra. De acordo com o relatório, a política de redução de preços implantada pelo Pão de Açúcar deve ter provocado uma redução do faturamento real no conceito mesmas lojas de 1,3% em 2006. Até 2011, por outro lado, a estimativa da Ágora é de alta de cerca de 2%, nesse mesmo critério. Na avaliação da instituição, porém, a empresa terá de enfrentar concorrência maior de Wal-Mart e Carrefour nos próximos anos. A corretora estima que o Pão de Açúcar obterá receita líquida de R$ 16,5 bilhões em 2007. No ano passado, a companhia alcançou o montante de R$ 13,8 bilhões. Desse total, estima a Ágora, R$ 7,1 bilhões serão provenientes do Extra; R$ 2,9 bilhões do Pão de Açúcar; R$ 2,2 bilhões do Comprebem; R$ 1,1 bilhão do Sendas; e R$ 277,8 milhões do Extra Eletro. As previsões da Ágora são de receita líquida de R$ 18,7 bilhões para 2008; R$ 20,8 bilhões, 2009; R$ 22,9 bilhões, 2010; e R$ 24,9 bilhões em 2011. Em relatório, a corretora informou que o Pão de Açúcar e a Sendas S.A estão negociando os moldes de um acordo que poderá dar à companhia maior participação na Sendas Distribuidora, formada a partir de acordo entre as duas empresas para o controle das operações de ambas no Estado do Rio de Janeiro. O contrato firmado previa que a Sendas S.A pudesse exercer o direito de troca das ações de sua propriedade por papéis preferenciais do Pão de Açúcar. De acordo com a corretora, porém, a companhia não confirmou se a operação será realizada. Ambas as empresas possuem 42,57% de participação na Sendas Distribuidora. O restante é de propriedade do fundo de investimento AIG, segundo informações do Pão de Açúcar referentes ao desempenho do terceiro trimestre de 2006.

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