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Acordo da União Europeia gera dúvidas e bolsas da Europa perdem

Sucesso no controle da crise gerada pelas dívidas sobernas na zona do euro minou ganhos de empresas

Gabriel Bueno, da Agência Estado,

12 de dezembro de 2011 | 15h56

Os principais índices das bolsas europeias fecharam em queda nesta segunda-feira, com novas dúvidas sobre se as medidas fechadas na semana passada em um encontro da União Europeia serão suficientes para controlar a crise da dívida soberana. O índice pan-europeu Stoxx 600 registrou queda de 1,85%, ou 4,46 pontos, para 236,05 pontos.

A agência de classificação de risco Moody''s afirmou também hoje que os políticos ofereceram poucas novas medidas no encontro da semana passada. A Moody''s ainda revisará os ratings de todos os países da União Europeia durante o primeiro trimestre do ano que vem. Em comunicado, a agência disse que a crise segue em um "estágio crítico e volátil".

A Itália esteve entre os piores desempenhos. Na Bolsa de Milão, o FTSE MIB teve baixa de 3,79%, para 14.896,73 pontos. UniCredit caiu 5,8% e a companhia do setor de energia Terna Rete Elettrica Nazionale recuou 5,7%.

Os investidores não pareciam seguros nem após um bem-sucedido leilão de bônus da Itália. O Tesouro italiano vendeu 7 bilhões de euros (US$ 9,4 bilhões) de t-bills de 12 meses, com um yield (retorno ao investidor) de 5,95%, de 6,09% no leilão anterior. O yield do bônus de 10 anos subiu 30 pontos-base, para 6,53%, no fim da segunda-feira, segundo dados da FactSet Research.

O chefe de pesquisa do BNP Paribas Fortis Global Investors, Philippe Gijsels, disse que os investidores perceberam que "ainda há uma estrada longa e sinuosa para a recuperação", com medidas de austeridade provavelmente impactando a economia real no ano que vem. O ano de 2012 "será um desafio para as companhias. Será difícil ter o crescimento projetado que os mercados buscam hoje", afirmou Gijsels.

O índice DAX, da Bolsa de Frankfurt, fechou em -3,36%, em 5.785,43 pontos. Commerzbank recuou 7,8% e a seguradora Allianz caiu 6,5%. As companhias do setor de energia E.ON e RWE perderam 4,6% e 4,3%, respectivamente. O Bank of America Merrill Lynch rebaixou a E.ON de "buy" para "neutral" e cortou seu preço indicado da ação de 29 euros para 27 euros.

Os bancos lideraram as quedas, com as ações do ING recuando 8,1%. O banco ofereceu-se para recomprar 5,8 bilhões de dívida subordinada para fortalecer seu capital. As ações do Dexia recuaram quase 13% em Bruxelas.

Os bancos gregos também caíram bastante, com Alpha Bank recuando quase 12% e National Bank of Greece despencando 12,6%. A Grécia iniciou hoje uma nova rodada de conversas com inspetores do Fundo Monetário Internacional (FMI), da União Europeia e do Banco Central Europeu (BCE) sobre os detalhes de uma novo pacote de ajuda para o país. O índice ASE Composite, da Bolsa de Atenas, caiu 2,1%, para 661,77 pontos.

Em Londres, as ações do Royal Bank of Scotland recuaram 6,5%, após a Autoridade de Serviços Financeiros do Reino Unido informar que vários fatores levaram o banco a quase falir durante a crise financeira, entre eles decisões ruins de gerenciamento e a fraqueza de sua posição de capital. Também no setor financeiro, HSBC e Standard Chartered caíram 3,2% e 2,7%, respectivamente. As ações do Lloyds Banking perderam 8,6%. Em Londres, o índice FTSE 100 teve baixa de 1,83%, para 5.427,86 pontos, com as mineradores também registrando quedas, como BHP Billiton (-3,3%) e Rio Tinto (-3,9%).

As ações do Société Générale caíram 4,9% em Paris, enquanto BNP Paribas recuou 5,1%. Na Bolsa de Paris, o índice CAC 40 teve queda de 2,61%, para 3.089,59 pontos. A seguradora AXA perdeu 6,5%. A siderúrgica ArcelorMittal registrou queda de 6,7%. A Total perdeu 2,1%.

A fabricante de semicondutores Intel rebaixou sua previsão de vendas, pressionando algumas ações relacionadas na Europa. As ações da ASML caíram 2,2%, e as da ASM perderam 3,9%.

Na Bolsa de Madri, o Ibex 35 registrou queda de 3,11%, para 8.381,00. Em Lisboa, o PSI 20 teve baixa de 2,35%, para 5.416,01 pontos. As informações são da Dow Jones.

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