Adoção da nuvem ganha espaço na pandemia
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Adoção da nuvem ganha espaço na pandemia

Os desafios e possibilidades da rápida transformação digital resultante do cenário atual foram tema de webinar promovido pelo Media Lab Estadão

VM Ware, Media Lab Estadão
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23 de julho de 2020 | 16h20

A tecnologia exerceu papel fundamental para que empresas de todos os portes seguissem operando quando o distanciamento físico se fez necessário como forma de conter a propagação da covid-19. Durante a pandemia, a transformação digital acelerou-se e a computação em nuvem ganhou uma importância ainda maior como instrumento para amenizar os riscos e responder com agilidade às demandas da quarentena.

“Quando as companhias se depararam com a necessidade de reagir, a maioria não estava preparada, mas as organizações reagiram no sentido de proteger seus colaboradores com um modelo mais flexível de trabalho como o home office”, disse José Duarte, country manager da VMware no Brasil, durante o webinar “VMware on AWS — A Cloud Híbrida no Contexto da Crise: Desafios e Possibilidades”, promovido pelo Media Lab Estadão no dia 15 de julho.

De acordo com ele, o cenário de crise pressiona por redução de custo e a computação em nuvem revela-se como uma oportunidade para endereçar isso. “Se organizações pensam em negócios resilientes e em fazer adaptações, o digital é o caminho e não dá para falar em digital sem falar de cloud, que você liga e desliga a infraestrutura rapidamente e consegue se adaptar facilmente, algo que não conseguiria em modelo tradicional”, explicou.

 Para Paulo Cunha, country manager para o setor público da Amazon Web Services no Brasil, a nuvem pública é uma resposta para companhias que buscam acelerar transformação digital em um ambiente seguro e em modelo de pagamento por uso. “Nuvem pública dá esta segurança, de agilidade e facilidade para ter serviços rapidamente prontos para uso. Além do fato de pagar pelo que utiliza e contar com elasticidade de recursos computacionais”, destacou. 

Os investimentos em cloud, conforme apontou Duarte, da VMware, ainda são mais baixos no Brasil em comparação com o mundo. Mas a adoção tende a crescer, em parte porque as empresas entenderam que o modelo da nuvem respondeu à necessidade de resiliência do negócio em meio à pandemia. A taxa de aumento da nuvem no Brasil em 2020 deve ser da ordem de 24%, porcentual semelhante ao da América Latina (24,5%), segundo estimativa da International Data Corporation (IDC). A consultoria também prevê que, em 2022, 70% das empresas vão integrar gerenciadores de cloud — entre nuvens privadas e públicas — por meio do desenvolvimento de modelos híbridos e multicloud.

O conceito de multicloud vem se consolidando no mercado, segundo Duarte, permitir às empresas a execução do gerenciamento da nuvem por meio de aplicações, assegurando, assim, a governança, a segurança e a gestão do faturamento das clouds públicas.

Agilidade e flexibilidade

“Estamos vendo crescimento da demanda em todos os setores; e em uns mais que outros, como em educação no ensino a distância (EAD) e varejo. Tivemos um caso em que conseguimos colocar no ar para uma universidade de São Paulo uma plataforma de EAD em questão de dias. Também tivemos uma empresa do varejo de vestuário que, para absorver o golpe e reagir com todas as lojas fechadas, saiu com solução de social selling”, contou José Duarte.

Diante das novas demandas trazidas pela quarentena, as empresas buscaram soluções que pudessem ser adotadas rapidamente para manter o negócio operando — e isso passou pela computação em nuvem. “O digital foi o caminho para superação de crise e cloud não é mais opção, mas uma questão de sobrevivência”, reforçou Duarte.

Ampliar serviços governamentais para os cidadãos também passa pela modernização da infraestrutura de tecnologia. No Tribunal de Contas da União, José Renato Alves Affonso, secretário de infraestrutura de TI no TCU, contou que a migração de serviços públicos para nuvem vem ocorrendo e que os órgãos têm adotado o modelo tomando os devidos cuidados de segurança e governança. “O governo precisa avançar junto com as empresas do setor público e do setor privado”, assinalou.

O secretário lembrou que as esferas públicas precisam consumir as tecnologias que estejam disponíveis no mercado e que têm de contar com estruturas robustas. “Percebemos que precisávamos adotar mais tecnologia. É o que estamos fazendo: consumindo mais nuvem pública e nuvem híbrida, porque acreditamos que elas trazem mais oportunidades. A flexibilidade e agilidade da nuvem para atender às demandas foi o que nos propiciou seguir operando na pandemia”, ressaltou Affonso. 

Economia digital ditará mercado no pós-pandemia

Adoção de novas formas de trabalho e uso de tecnologias como computação em nuvem e inteligência artificial serão base da recuperação econômica

Em um cenário pós-crise, a tecnologia servirá de ponto de apoio para a recuperação das empresas, empregos e da economia. A crise testou projetos piloto de algumas empresas em transformação digital até por uma questão de sobrevivência. “Não prevaleceu o catastrofismo. Se subestimou o papel da economia digital. Hoje temos o recurso do trabalho remoto e há exemplos como o do varejo que foi capaz de explorar o delivery. Isso aponta como será a economia no futuro”, reforçou Gesner Oliveira, sócio da GO Associados e professor da Fundação Getúlio Vargas.

Além dos pacotes anticrise, o avanço da digitalização propiciou que os efeitos negativos da pandemia, como uma recessão maior, fossem amenizados e é algo que permanecerá no pós-pandemia. “Em março, quando a crise começa no Brasil, houve projeções de fim do mundo, parecia que o mundo ia acabar e muita gente não olhou para os pacotes antipandemia e para a economia digital, para a capacidade de adaptação e de resiliência das empresas”, enfatizou Gesner Oliveira.

Durante o webinar “VMware on AWS — A Cloud Híbrida no Contexto da Crise: Desafios e Possibilidades”, ele explicou que, diante de uma crise, é muito importante para a empresa que toma o choque absorver o choque e saltar para o futuro. “Ou seja, é procurar uma nova solução e daí é inevitável buscar transformação. É olhar para o passado não como nostalgia, mas como forma de reinventá-lo, como fonte de inspiração para o futuro. E a maneira pela qual você vai para o futuro é através da tecnologia”, ressaltou Oliveira, professor da FGV, que afirmou já estar vendo indicadores apontando para uma recuperação econômica no Brasil.

O colapso causado pelo novo coronavírus acentuou a adoção de novas formas de trabalho, como remotamente, e a implantação de tecnologias como computação em nuvem e inteligência artificial. “Nossos antepassados eram nômades e a tecnologia está nos levando a um nomadismo diferente; que podemos trabalhar de qualquer lugar e que podemos recrutar pessoas que estejam em qualquer lugar. Lógico que isso exige investimentos, esforço de sistematização e organização dos dados, mas, no futuro, pode ser promissor, se colocarmos foco na governança”, frisou o professor.

De acordo com a IDC, em seu estudo “IDC FutureScape Worldwide 2020 Predictions - LatAm Implications”, em 2024, mais de 40% de todos os gastos com tecnologia da informação e comunicação na América Latina serão direcionados pela transformação digital e inovação — um aumento em relação aos 20% de 2018.

A computação em nuvem, que está por trás do trabalho remoto, provê infraestrutura para suportar o atendimento às necessidades do negócio como se as pessoas estivessem fisicamente em seus ambientes normais de trabalho. “É, de fato, um modelo que proporciona um trabalho mais flexível, independentemente do setor. Além de você pagar pelo uso”, completou José Duarte, country manager da VMware no Brasil, acrescentando que a cloud é a base para assegurar que o ecossistema esteja em conformidade com a governança, atendendo, por exemplo, a exigências de proteção dos dados.

Um exemplo citado durante o debate foi de uma empresa de contact center que, por causa da quarentena, passou a operar no modelo de teletrabalho e recorreu ao modelo de nuvem para prover aos funcionários em suas residências uma infraestrutura semelhante à que tinham no escritório. “Recebemos o feedback de que o cliente percebeu que, mantendo o contact center nesse modelo, houve aumento na satisfação e na produtividade dos colaboradores, o que refletiu em clientes finais mais felizes com a qualidade do atendimento”, apontou

Pandemia impôs desafios

A quarentena impôs desafios tão distintos quanto assegurar que o link internet dos colaboradores funcionasse desde suas casas. De acordo com Paulo Cunha, country manager para o setor público da Amazon Web Services no Brasil, quando as companhias se viram diante da necessidade de colocar seus trabalhadores em trabalho remoto, muitas não estavam preparadas para o forte aumento da demanda no tráfego de dados.

Segundo ele, um dos primeiros gargalos foram as redes privadas virtuais (VPNs, na sigla em inglês), que, até então, estavam balanceadas para uma quantidade menor de funcionários que normalmente acessam a infraestrutura desde fora do escritório e não para todos — ou grande parte — dos colaboradores. Outro desafio, apontou o executivo, foi com a adequação dos equipamentos dos funcionários, uma vez que nem todos contam com computadores portáteis.  

“A nuvem ajudou nesse sentido, porque ela transporta para a máquina do funcionário onde ele estiver o mesmo cenário que ele tinha na empresa, incluindo todas as aplicações que estavam on-premise”, disse Cunha. Para ele, a aceleração do processo de transformação digital não deve ficar restrita apenas a levantar e a levar para a computação em nuvem as aplicações, mas deve fomentar a inovação nas empresas, no sentido de buscar novas soluções para resolver problemas que eles estejam enfrentando.

Assista o debate na íntegra

 

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