ADRs negociados em Nova York fecham em queda

Os recibos de ações de empresas estrangeiras negociados em Nova York fecharam em baixa na sua maioria, em linha com o resto do mercado, depois que preocupações sobre a situação de bancos italianos pesaram sobre as ações do setor na Europa. O índice de ADRs do Bank of New York caiu 0,8%, para 136,25 pontos.

Clarissa Mangueira, da Agência Estado ,

24 de junho de 2011 | 18h20

Os papéis do setor bancário europeu ficaram sob pressão depois que a negociação de bancos italianos, como o UniCredit e o Intesa Sanpaolo, foi temporariamente suspensa no começo da sessão, apóss as ações dessas instituições caírem mais de 5%. Operadores e gerentes de fundos citaram várias prováveis razões para a queda, como um rumor de que a Itália será rebaixada por uma agência de rating.

A agência de classificação de risco Moody's alertou também na noite de ontem que muitos bancos italianos poderão enfrentar rebaixamentos.

Um trader afirmou que as especulações em torno da saúde de alguns bancos italianos foram suficientes para abalar a confiança dos participantes do mercado, que já estão no limite entre as primeiras etapas do acordo para o socorro da Grécia.

Lloyds Banking Group (-5,2%), Royal Bank of Scotland Group(-5%) e National Bank of Greece (-7,8%).

O índice de ADRs europeus fechou em queda de 1,3%, aos 125,17 pontos.

O índice de ADRs latino-americanos recuou 0,3%, para 391,97 pontos, e o índice Brazil Titans fechou em queda de 98,11 pontos (0,29%), aos 34.217,47 pontos.

Os ADRs do Pão de Açúcar cederam 0,9% com a notícia de que um tribunal da França decidiu hoje que evidências confiscadas da sede do Carrefour, como parte de uma disputa legal entre o grupo varejista francês e o concorrente Casino, têm de ser lacradas à espera de uma nova ordem judicial. A decisão foi tomada após o Casino conseguir no começo do mês que um tribunal mandasse um oficial confiscar documentos do escritório do Carrefour em meio à disputa com o parceiro Pão de Açúcar, que, segundo fontes, estaria negociando uma união com a gigante varejista francesa.

Os recibos das empresas brasileiras terminaram em baixa na sua maioria. Fibria Celulose (-3,7%) e Braskem (-2,6%).

O índice de ADRs asiáticos contrariou a tendência e fechou em alta de 0,4%, aos 133,41 pontos. Os recibos da China Life Insurance subiram 2,2%, enquanto os da Sony avançaram 1,3%. As informações são da Dow Jones.

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