Agenda esvaziada deve levar a abertura estável em NY

As bolsas norte-americanas devem abrir o pregão desta terça-feira, 20, perto da estabilidade, sinalizam os índices futuros. Em novo dia de agenda esvaziada de indicadores nos Estados Unidos, o início da terça-feira foi marcado por balanços do setor de varejo com resultados piores do que o esperado e a expectativa agora é pela apresentação de dois dirigentes do Federal Reserve (Fed, o banco central do país), ambos com poder de voto nas reuniões de política monetária. Às 10h17 (de Brasília), no mercado futuro, o Dow Jones perdia 0,10%, o Nasdaq cedia 0,05% e o S&P 500 tinha baixa de 0,11%.

ALTAMIRO SILVA JÚNIOR, CORRESPONDENTE, Agencia Estado

20 de maio de 2014 | 10h28

Depois de dois dias consecutivos de ganhos, os índices futuros começaram a terça-feira de lado, oscilando perto da estabilidade na ausência de catalisadores mais importantes para firmar uma tendência. As apresentações dos dirigentes do Fed vão ocorrer após a abertura do mercado. O presidente da distrital da Filadélfia, Charles Plosser, fala às 13h30 e o presidente do Fed de Nova York, William Dudley, faz pronunciamento em uma associação empresarial às 14h, ambos pelo horário de Brasília.

Os dois dirigentes têm falado relativamente pouco sobre política monetária nas últimas semanas, o que aumenta o interesse pelas apresentações. Dudley falou pela última vez sobre o assunto em março, quando destacou que a recuperação do mercado de trabalho era modesta e que os EUA ainda precisavam de uma política monetária altamente acomodatícia.

Plosser deu declarações no começo do mês, mas não comentou a estratégia de política monetária do Fed. Em abril, afirmou que a inflação baixa não o preocupava no curto prazo e que o BC não estava nem perto de parar com sua estratégia.

Para o estrategista-chefe da Raymond James, Scott Brown, o mercado busca mais avaliações da atividade econômica dos EUA, depois de alguns indicadores importantes de abril terem mostrado tendências mistas. A inflação acelerou, mas a produção industrial e as vendas no varejo vieram aquém do esperado. "O quadro econômico de curto prazo está embaçado", escreve em um relatório. Além disso, ele menciona as preocupações renovadas com a China e com a Ucrânia, que têm provocado volatilidade nos preços dos ativos.

No noticiário corporativo, o destaque são resultados de varejistas, como a Staples, que vende produtos para escritórios e papelaria, e a Home Depot, que vende material de construção, ambas com números piores que o esperado. Esta última anunciou lucro de US$ 1,38 bilhão no primeiro trimestre, alta de 12% na comparação com igual período de 2013. As receitas aumentaram 2,8%. Mesmo com a expansão, os resultados não conseguiram bater as projeções dos analistas. A ação da Home Depot cedia 0,39% no pré-mercado.

Já o lucro da Staples caiu 43% no trimestre em meio à queda do número de pessoas que passam pelas lojas e recuo de 4% nas vendas. Além dos números do primeiro trimestre piores que o esperado, a empresa divulgou projeções para o segundo período do ano mais conservadoras que o previsto pelos analistas de varejo. O papel era destaque de queda no pré-mercado, recuando 10%.

Fora dos balanços, a Microsoft deve anunciar hoje uma nova versão menor de seu tablet Surface em um evento em Nova York. Nos últimos dias, a imprensa norte-americana vem especulando sobre o que mais pode ser apresentado no evento e fala-se que, além do Surface Mini, outras versões do aparelho podem ser lançadas. No pré-mercado, o papel caía 0,28%.

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